O piloto de asa delta Paulo Rogério Gimenes, conhecido como Rogerinho, morreu em Pouso Alegre, Minas Gerais. Segundo o g1 nesta terça-feira (25), ao tentar pousar em uma fazenda durante um treino, o piloto atingiu um fio de alta tensão. Em 2025, ele iria representar o Brasil no Mundial da Espanha.
Adriano de Souza Nascimento, amigo do medalhista, revelou que o piloto saiu de Andradas, em Minas Gerais, para Atibaia, em São Paulo, para treinar. No meio do caminho, o atleta começou a voar mais baixo e decidiu pousar em uma fazenda de Jacutinga (MG), pois não conseguia recuperar a altitude. No entanto, ele acabou atingindo um fio de alta tensão e sofreu uma descarga elétrica.
Rogerinho foi levado a um hospital de Pouso Alegre, cidade vizinha de onde pousou. No dia 18 de fevereiro, oito dias após o acidente, ele faleceu. “Saudades, né?! Só saudades, boas lembranças. O Rogerinho era um cara muito alegre, extrovertido”, lamentou Adriano, que acompanhava o amigo no voo. Ele revelou que sentiu a ausência do colega, mas só soube do acidente depois.
A Confederação Brasileira de Voo Livre (CBVL) lamentou o ocorrido. “Com imensa tristeza, nos despedimos de Rogerinho, um nome marcante no voo livre brasileiro. Piloto de competição há quase 30 anos, sempre voando no mais alto nível, ele levou nossa bandeira ao pódio no Mundial da Macedônia de Asa Delta em 2023, conquistando o 3º lugar por equipes. E em 2025, mais uma vez, estava pronto para representar o Brasil no Mundial da Espanha“, escreveu a organização.
Ainda segundo a Confederação, Rogerinho deixou duas filhas e um neto. “Que seu espírito continue livre, planando entre as nuvens“, concluiu a nota.
Veja a íntegra:
A família do atleta enfrenta burocracias para liberar o corpo para o velório e sepultamento, que ainda não têm data marcada. Rogerinho morava em São Vicente, em São Paulo.
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