A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão da união estável entre a socialite Regina Lemos Gonçalves, de 89 anos, e seu ex-motorista, José Marcos Chaves Ribeiro. A informação foi divulgada pela colunista Vera Araújo, do jornal O Globo, neste sábado (29). A juíza Raquel de Oliveira, da 4ª Vara de Família, afirmou na decisão que considerou o risco de dano à idosa caso a escritura pública que registrava o vínculo entre os dois fosse utilizada para acessar os bens de Regina.
O advogado da socialite, Marcelo Coelho Pereira, ingressou com a ação para anular o documento, registrado no 23º Ofício de Notas da Capital, e a Justiça acatou o pedido. A defesa também solicitou que o cartório interrompesse a emissão de certidões sobre o arquivo ou, pelo menos, registrasse a existência do processo de dissolução, que tramita desde janeiro de 2024 na 9ª Vara de Família.
Para proteger o patrimônio de Regina, a magistrada concedeu uma tutela de urgência. Assim, a suspensão da união é mantida enquanto o julgamento da ação de dissolução é aguardado. “A verossimilhança das alegações está presente diante da farta documentação apresentada, que corrobora a narrativa autoral, em especial quanto à possível existência de vício de consentimento na elaboração do documento que se pretende anular. Por sua vez, os processos judiciais movidos em relação ao réu guardam relação com o objeto destes autos”, afirmou a juíza.
Como a dissolução da união estável já tramitava na 9ª Vara de Família antes do pedido de suspensão, a magistrada declinou a competência para que a colega responsável por esse processo decida sobre o mérito da questão. Ao saber da decisão, Regina declarou estar confiante: “A cada vitória na Justiça, sinto-me resgatada desse vale sombrio ao qual esse facínora do Marcos, com meu antigo advogado, Doutor Paulo Lins e Silva, me fizeram atravessar, descalça e pisando em brasa viva. Mas Deus, em sua infinita misericórdia, me socorreu e segue me dando fôlego de vida para ir até o fim. Hei de vencer, um a um”.

Na ação, Regina declara que nunca teve uma relação afetiva com José Marcos, que é 30 anos mais novo do que ela. Ela afirma que ele era apenas seu motorista. A socialite, por meio de sua defesa, admitiu ter permitido que José Marcos morasse no seu imóvel, já que ele não teria onde ficar. Ela relatou ainda ter sido mantida em cárcere privado pelo ex-motorista, mas conseguiu fugir.
Regina ainda alega que a escritura de união estável foi assinada mediante fraude, sob pressão do ex-motorista e de advogados que a acompanhavam. O documento também inclui denúncias feitas ao Ministério Público do Rio por amigos da socialite, relatando que ela foi isolada de sua família e círculo social por José Marcos.
Atualmente, ele está foragido. Todavia, a Justiça determinou que o ex-motorista e o advogado Lins e Silva se mantenham distantes da socialite. Procurado pelo jornal, o advogado de Regina não se manifestou até o momento.
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