Klara Castanho fala sobre personagem vítima de abuso, e se abre: “Ainda bem que é minha”


[Alerta Spoilers!] Em meio ao sucesso da 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”, Klara Castanho publicou hoje (18) um texto sobre a importância de sua personagem. Na trama, ela dá vida à Ângela, uma menina que é vítima de abusos por parte do próprio pai, o líder religioso Matias (Reynaldo Gianecchini). As declarações e a estreia desse trabalho vieram meses após o relato da atriz, que revelou também ter sido vítima de violência sexual.

“Minha Ângela. Meu maior desafio e um dos meus grandes amores. Obrigada por me ensinar, obrigada por me acolher e obrigada por existir. Fui minuciosa pra te fazer. Em cada olhar, em cada respiração e a cada botão”, iniciou Klara, amplamente elogiada por sua atuação na atração da Netflix, que atualmente está entre as 10 produções mais assistidas no Brasil na plataforma.

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“Eu sempre sou extremamente cuidadosa em relação aos meus personagens, mas ela me tirou de qualquer zona conhecida. Conforto não existia pra essa menina. Que bom ver o quanto vocês a amam. Ela é linda. Ela é delicada. E ainda bem que é minha. Obrigada a vocês, e muito obrigada a ela”, concluiu Castanho, com uma série de fotos de sua personagem. Veja abaixo:

A continuação de “Bom Dia, Verônica” traz o retorno da protagonista após o desfecho explosivo da primeira temporada, que trouxe o horripilante caso de Janete (Camila Morgado) e Brandão (Du Moscovis). Desta vez, Verônica (Tainá Müller) assume uma nova identidade e se depara com uma seita religiosa que promove uma série de abusos e corrupção no governo. Nesse cenário, Ângela, uma menina de 15 anos, começa a abrir os olhos e descobrir que seu pai, o religioso Matias Carneiro, não é o “Messias” bondoso que tanto pregam por aí… até que ela se dá conta dos horrores que se passam debaixo de seu próprio teto. Assista ao trailer:

Relato de Klara Castanho

Em 25 de junho, Klara Castanho publicou uma carta aberta aos fãs com um forte relato sobre o momento sensível que viveu nos últimos meses. A artista revelou que engravidou após sofrer um estupro, e que realizou a entrega voluntária para adoção desse bebê fruto da agressão – algo previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela também denunciou como uma enfermeira teria a abordado e ameaçado expor toda essa história para a imprensa, ainda durante a internação. O desabafo veio após Antônia Fontenelle e o jornalista Leo Dias publicarem a informação sem o consentimento da jovem.

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Na postagem, a atriz deu detalhes de como a violência sexual aconteceu. Ela afirmou que engravidou mesmo tendo tomado a pílula do dia seguinte. Klara também disse que esse era o relato mais difícil da sua vida e que não queria deixar as informações públicas, mas com a exposição do caso, ela decidiu se pronunciar.

A artista chegou entrar com o processo contra Fontenelle para retirar as declarações feitas pela apresentadora sobre ela do YouTube. No entanto, no dia 18 de julho, a juíza Flávia Viveiro de Castro, da 2ª Vara Cível da Barra, negou o pedido com a justificativa de que seria “uma espécie de censura” e que o poder judiciário não poderia fazer isso. A ação agora procede com solicitação de indenização de R$ 100 mil por danos morais.



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