Carol Castro relembrou a repercussão de seu ensaio para a Playboy em 2008. A atriz explicou por que aceitou posar para a revista, comentou a controvérsia envolvendo uma das fotos e refletiu sobre o episódio que chegou até o Vaticano.
Quase duas décadas depois, Carol Castro relembrou uma das maiores polêmicas de sua carreira. Em participação no programa “Desculpa Alguma Coisa”, apresentado por Tati Bernardi, a atriz falou sobre o ensaio que fez para a Playboy em 2008 e comentou a repercussão causada por uma foto em que aparecia segurando um crucifixo. Na entrevista, ela admitiu que jamais imaginou a dimensão que o caso tomaria.
Carol contou que recebeu os primeiros convites para posar nua ainda durante o sucesso de “Mulheres Apaixonadas”, de 2003, mas recusou todos. Segundo ela, a decisão só mudou anos depois, quando foi convidada para estrelar a edição de aniversário da revista, fotografada por Bob Wolfenson, em Salvador, em homenagem às mulheres retratadas por Jorge Amado.
A atriz lembrou que, na época, estava em cartaz com a peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e revelou qual foi sua reação com o primeiro contato da revista. “A primeira vez que me dei conta de que tinha que ter um empresário foi quando tocou o telefone fixo que tinha na parede da sala de maquiagem no Projac. Ao atender, ouvi que era da Playboy. Desliguei na cara. Fiquei olhando para o telefone e falei: ‘Acho que preciso de alguém para dizer ‘não’ por mim’”, contou.
Apesar da resistência inicial, Carol acabou aceitando o convite. “Não queria [aceitar]. Realmente, fiz anos depois. Hoje em dia lido bem com isso”, afirmou. Ela explicou que um dos fatores que pesou na decisão foi o cachê milionário, que a ajudaria a realizar o sonho de comprar uma casa.

Ao comentar a imagem que provocou críticas de grupos religiosos, a atriz garantiu que nunca enxergou qualquer desrespeito na fotografia. “Não vi maldade nenhuma naquela situação. Estava tão empenhada, dentro da personagem, que, de repente, veio um adereço e, quando vi, já estava [usando]”, explicou.
De acordo com a Marie Claire, na época, a Igreja Católica protestou contra a publicação, enquanto a Liga Cristã Mundial ameaçou processar a revista e a atriz. A repercussão chegou à Justiça do Rio de Janeiro, que proibiu a editora de reutilizar as imagens do ensaio consideradas ofensivas.
Ao revisitar o episódio, Carol afirmou que ficou surpresa com a proporção que a polêmica ganhou. “Era tão normal para mim, porque estava fazendo ‘Dona Flor’, no teatro. Era até uma foto chorando, [como um] bebê, super artística, que deu problema. Foi parar no Vaticano! Realmente não queria estar nesse lugar, mas hoje estamos aqui, falando sobre isso. Peço desculpas a quem se ofendeu”, concluiu.
Assista à entrevista:
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