A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta em sua residência em Haytor, no sudoeste da Inglaterra, em um caso tratado como homicídio pelas autoridades locais. Um suspeito foi preso pela polícia do Reino Unido enquanto as investigações avançam para esclarecer o crime.
A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta em sua casa, na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra, nesta quinta-feira (9). Um dia depois, a polícia do Reino Unido prendeu um homem de 26 anos suspeito de envolvimento no crime. O caso é tratado como homicídio, segundo as autoridades locais. As informações são do portal g1.
De acordo com a polícia de Devon e Cornwall, agentes foram acionados para atender a uma ocorrência na residência da ex-parlamentar, onde ela foi encontrada com ferimentos graves. O suspeito permanece preso enquanto a investigação prossegue.
Em nota, o superintendente Matt Longman informou que as diligências seguem em andamento. “Nossa investigação sobre o homicídio ainda está em estágio inicial, mas avança em ritmo acelerado”, afirmou.
Apesar da prisão, a polícia declarou que, até o momento, não há indícios de que o crime tenha motivação política ou esteja relacionado a terrorismo. Perícias continuam sendo realizadas no imóvel para esclarecer as circunstâncias da morte.

Ann Widdecombe tinha 78 anos e construiu uma longa trajetória na política britânica. Ela foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010 e integrou o governo do então primeiro-ministro John Major em diferentes cargos ministeriais.
Após deixar o Parlamento, participou de programas de televisão e, posteriormente, filiou-se ao Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage. Entre 2019 e 2020, também exerceu mandato no Parlamento Europeu e, mais recentemente, atuava como porta-voz para assuntos de imigração do Reform UK.
Ao longo da carreira, Widdecombe ficou conhecida por defender posições conservadoras em temas sociais. Entre elas, manifestava oposição ao aborto e apoiava medidas rigorosas no sistema prisional.
A morte da ex-ministra provocou manifestações de pesar entre políticos britânicos. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, afirmou estar “profundamente entristecida” com a notícia e classificou as circunstâncias do caso como “extremamente angustiantes”.
Leia:
I am deeply saddened to hear of the death of Ann Widdecombe. The circumstances of her death are extremely distressing and my thoughts are with Ann’s family and loved ones.
Ann’s dedication to public service was decades long, and she was a true servant of her constituents.
I…
— Shabana Mahmood MP (@ShabanaMahmood) July 10, 2026
Já o ex-primeiro-ministro Boris Johnson prestou homenagem nas redes sociais e descreveu Widdecombe como “uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela”. Ele ainda afirmou que a “tristeza” se transformou em “raiva e perplexidade” ao saber dos rumores de assassinato.
Veja:
Sadness at the death of Ann Widdecombe now turning to anger and bewilderment at the news that she seems to have been murdered. We need the facts as fast as we can. https://t.co/MXv9pIgSFC
— Boris Johnson (@BorisJohnson) July 10, 2026
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