Caninana conversou com a repórter Fernanda Siccherolli, do portal LeoDias, durante a 48ª Grande Vaquejada de Juazeiro, no Ceará, onde gravou seu novo DVD. Durante o bate-papo, o músico falou sobre o cuidado que tem para manter suas raízes na sua música.
Caninana fala sobre como o Rei do Baião o inspira: “É uma coisa que tem que ter muito cuidado. Eu faço isso com certo cuidado e recomendo para os novos artistas: inovar é uma coisa muito boa. Já diz Belchior, que você ama o passado e que não vê. O novo sempre vem, mas com essência, sem perder a essência, sem esquecer que tudo isso que a gente vive foi programado, foi lutado, foi vencido, por um cara chamado Luiz Gonzaga”.
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Ele também diz que tem orgulho do trabalho das novas gerações: “E de lá pra cá veio Mastruz com Leite, de lá pra cá teve Aviões (do Forró), e temos um grande nome que eu tenho orgulho de bater no peito, esse menino maravilhoso que é o João Gomes, que também… Renovando, inovando, mas sem perder a essência”.
Caninana explica que se esforça para não perder a essência: “Eu tenho cuidado nisso. De falar da vaquejada, do amor, falar do cotidiano das pessoas dentro das minhas músicas, sem perder a essência melódica e sem perder a essência de falar do sertão, de falar da vaquejada, de falar do amor de uma forma onde a criança, o idoso, o jovem, o adolescente, a mulher, possa botar o fone de ouvido, ligar seu carro, e ouvir, viajar naquela canção sem ter aquele cuidado de se achar ferido ou tentar se achar ferido dentro de uma música. Porque a música é para enaltecer, para alegrar, é para enriquecer a nossa cultura”.







