Alta dos preços obriga consumidores a rever assinaturas e reforça a força da programação gratuita
Durante muito tempo, o streaming parecia caminhar sem concorrência. A praticidade, o catálogo e a liberdade para assistir quando quisesse justificavam o investimento. Mas a realidade mudou. Com sucessivos reajustes, planos mais caros e cobranças extras por recursos antes incluídos na assinatura, manter vários serviços ao mesmo tempo passou a pesar — e muito — no orçamento das famílias.
Esse movimento começa a produzir um efeito interessante no mercado. Diante da necessidade de cortar gastos, muita gente tem reduzido o número de plataformas contratadas ou optado por manter apenas uma delas, voltando a consumir com mais frequência o conteúdo gratuito disponível na televisão aberta.
A própria disputa pelos direitos esportivos e pelas grandes atrações de entretenimento mostra que as emissoras perceberam essa mudança de comportamento. Jogos da Copa do Mundo, novelas, realities e programas de auditório voltaram a ocupar um espaço importante na rotina de um público, que nem sempre está disposto a pagar por mais um serviço de assinatura.
Isso não significa que o streaming perdeu força. Mas a fase de crescimento sem limites parece ter ficado para trás.
Hoje, o consumidor faz contas antes de clicar e “assinar”. E, nesse cenário, a TV aberta redescobre uma vantagem que jamais perdeu: a capacidade de reunir milhões de pessoas diante da tela, sem cobrar um centavo por isso.

