Além de chute em menina de três anos, polícia investiga pai por outros crimes; entenda

Além de chute em menina de três anos, polícia investiga pai por outros crimes; entenda


O inquérito apura castigos cruéis como obrigar crianças a se ajoelharem sobre grãos de feijão e tampas de garrafa PET

Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de agressão e pode ocasionar gatilhos sobre violência contra crianças. Caso você seja vítima deste tipo de violência, ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

A agressão registrada em vídeo contra uma menina de apenas três anos era apenas a ponta do iceberg de um cotidiano de abusos e violência dentro de casa. Com o avanço das investigações da Polícia Civil, os bastidores do inquérito revelaram um histórico alarmante de castigos cruéis praticados pelo pai.

Segundo uma reportagem do “Fantástico”, da Globo, diante da gravidade dos relatos e das provas, as autoridades já trabalham com a hipótese de indiciar o homem pelo crime de tortura. Além da repercussão provocada pelo chute contra a garota mais nova, a polícia apura pelo menos outros dois episódios graves envolvendo as crianças do lar.

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Crédito: Reprodução Globo

Delegado responsável pelo caso do pai que agrediu criança de três anosCrédito: Reprodução Globo

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Pai foi gravado agredindo criança de três anos e gerou revoltaCrédito: Reprodução G1

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Pai foi gravado agredindo criança de três anos e gerou revoltaCrédito: Reprodução G1


Denúncias e depoimentos de parentes apontam que o suspeito submetia a menina e o irmão mais velho, um garoto de cinco anos que é enteado do investigado, a punições severas e humilhantes. Entre as práticas brutais apuradas pelos investigadores está a de obrigar os dois irmãos a permanecerem ajoelhados por longos períodos sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET.

A rotina de violência também atingia o menino de forma direta: segundo os relatos colhidos no inquérito, a criança já havia sido agredida pelo padrasto no rosto utilizando um pedaço de madeira.

Dano psicológico e possível indiciamento por tortura

Para o delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos, que está à frente do caso, os elementos descobertos demonstram uma conduta contínua de crueldade que causou sofrimento extremo às vítimas. “Até trabalhamos com a ideia não apenas de uma lesão corporal, mas sim um indiciamento por tortura, por ter imposto um grande dano físico e psicológico”, explicou.

Até o momento, o homem detido não constituiu advogado de defesa no processo. Chocada com a revelação das imagens na internet e com o histórico de abusos, a mãe das crianças solicitou medidas protetivas de urgência contra o marido e já manifestou a decisão de se separar dele definitivamente.

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