Veterano da sétima arte lutou por cinco anos contra um linfoma não Hodgkin e era defensor da ampliação dos investimentos em terapias imunológicas na Austrália
Os fãs de cinema e televisão sofrem uma grande perda nesta segunda-feira (13/7). O ator neozelandês Sam Neill, eternizado pelo papel do paleontólogo Alan Grant na franquia “Jurassic Park”, morreu aos 78 anos, na cidade de Sydney, na Austrália. A notícia de sua morte foi divulgada por familiares por meio de um comunicado oficial publicado nas redes sociais do artista.
De acordo com a nota emitida pela família, a partida do astro aconteceu de forma rápida, mesmo com ele amparado por seus entes queridos no momento do adeus. A mensagem ressalta o alívio dos familiares pelo fato de Neill ter falecido sem os sofrimentos da doença com a qual lutava há anos.
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“É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento. Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas houve o conforto de saber que Sam permaneceu livre do câncer”, informou o texto nas redes sociais.
A vitória contra o linfoma
A morte do ator causa ainda mais surpresa porque, há poucos dias, ele havia vindo a público comemorar a vitória em seu duradouro tratamento oncológico. Em seu livro de memórias lançado no ano de 2023, o veterano revelou o diagnóstico de um linfoma não Hodgkin em estágio três e chegou a citar que sentia estar “possivelmente morrendo” no início da batalha médica.
Durante uma entrevista recente exibida pelo Canal 7 da televisão australiana, o neozelandês explicou que as sessões tradicionais de quimioterapia pararam de surtir efeito durante o período de cinco anos em que conviveu com a patologia. Diante da progressão da doença, sua equipe médica recorreu a um tratamento inovador: a terapia CAR-T.
O método avançado consiste em recolher as próprias células de defesa do paciente, modificá-las geneticamente em laboratório para que aprendam a combater o tumor, e reintroduzí-las no organismo. O sucesso da abordagem neurocientífica permitiu que o astro comemorasse a tão sonhada remissão em exames recentes.
Legado inesquecível na sétima arte e na TV
Com uma trajetória profissional sólida que teve início na década de 1970, Sam Neill construiu um currículo invejável no audiovisual. Mesmo que o sucesso arrebatador dos dinossauros de Steven Spielberg em “Jurassic Park” tenha moldado sua imagem pop, sua versatilidade brilhou em produções altamente aclamadas pela crítica.
Ele marcou época no cinema dramático ao estrelar o clássico “O Piano”, atuou em longas marcantes como “Caçada ao Outubro Vermelho” e, nos anos recentes, conquistou uma nova geração de fãs ao dar vida ao implacável Major Chester Campbell na premiada série dramática “Peaky Blinders”.






