A tia da bebê que quase foi sequestrada em uma maternidade de Teresina (PI) será indiciada após a investigação concluir que uma supervisora do hospital foi exposta injustamente nas redes sociais. O caso segue em andamento.
A tia de uma bebê que quase foi sequestrada na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí, será indiciada por calúnia e difamação. Nesta quinta-feira (16), a delegada Amanda Bezerra explicou ao g1 que Daniela Beatriz fez publicações nas redes sociais utilizando imagens de uma supervisora do hospital que não estava ligada ao caso.
De acordo com a delegada, a investigação concluiu que a profissional foi exposta injustamente após ter sua imagem e seu nome associados ao episódio. A supervisora registrou um boletim de ocorrência e pediu a abertura de um inquérito policial por entender que sua honra e reputação foram prejudicadas pelas publicações.
“A gente está investigando uma difamação qualificada, bem como a calúnia qualificada pelo uso das redes sociais, que facilitam a ampla divulgação de notícias inverídicas. Quando foram divulgadas as imagens e até os nomes, pessoas que não tinham correlação com o fato acabaram sendo expostas, colocando em xeque a honra e a moralidade delas”, explicou a delegada.
Segundo Amanda, Daniela foi ouvida por videoconferência e admitiu ter feito as postagens, embora tenha negado o uso de algumas expressões atribuídas a ela. Agora, o inquérito será enviado à Justiça. Ela também poderá responder na esfera cível pelo uso da imagem da supervisora.

Ao g1, a tia da bebê afirmou que sua intenção era colaborar para que o caso fosse esclarecido e não prejudicar a profissional: “Se eu não tivesse divulgado essas fotos, colocado nas redes sociais e mencionado ela em algumas coisas que aconteceram, talvez nem tivesse tomado essa proporção tão grande”.
“Naquele momento, eu estava passando por tudo aquilo e entendi que precisava mostrar o que estava acontecendo. Eu não tinha intenção de prejudicar ninguém, queria apenas que a situação fosse esclarecida”, concluiu.
O caso
A técnica de enfermagem Auricélia Rocha trabalhava havia pouco mais de dois anos na Maternidade Dona Evangelina Rosa, mas estava de folga no dia do caso. Segundo a matéria exibida pelo “Fantástico”, ela apareceu em um corredor com a recém-nascida por volta das 13h40, no dia 6 de junho. A profissional teria dito à família que precisava levar a bebê para realizar exames, entre eles, o teste do pezinho.
A tia da criança decidiu esperar do lado de fora da sala. Dois minutos depois, ela viu a técnica sair sem a recém-nascida, carregando uma bolsa preta grande, e entrar em um banheiro. “Ela vai pro banheiro, eu já fico olhando aquela situação. Eu sinto que aquele negócio não está certo”, recordou. Daniela afirmou que Auricélia deixou o banheiro usando outra roupa: “Totalmente diferente, sem a touca, estava com uma sapatilha bege e um vestido jeans”. Pouco depois, a tia interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela.
🚨GRAVE – Técnica de Enfermagem tenta sequestrar bebê em hospital, no Piauí, e o pior só não acontece porque a tia da recém-nascida percebeu a movimentação e impediu
O Hospital diz que sequer houve falha na segurança porque o crime não se consumou. pic.twitter.com/Hh3mSg7dkd
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 13, 2026
A Polícia Civil explicou que trata o caso como tentativa de sequestro. Como houve demora na comunicação do crime, Auricélia não foi presa em flagrante, mas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. De acordo com o delegado-geral Luccy Keiko, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica após a repercussão e acabou detida no dia seguinte, quando recebeu alta médica. Saiba os detalhes, clicando aqui.
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