Um bebê de um mês voltou a apresentar sinais vitais duas horas após ter seu óbito constatado na Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. O recém-nascido, que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória, foi prontamente readmitido na UTI neonatal da instituição.
Um bebê de apenas um mês, que havia sido declarado morto após sofrer uma parada cardiorrespiratória, voltou a apresentar sinais vitais cerca de duas horas depois da constatação do óbito e foi readmitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Rio Claro, no interior de São Paulo. De acordo com o Splash UOL, o caso ocorreu na última quarta-feira (15) e foi confirmado pela própria instituição hospitalar, que classificou o episódio como “um dos mais inexplicáveis” de sua história.
Noah Gabriel da Cruz Santos estava internado desde o nascimento na UTI Neonatal da Santa Casa, aguardando transferência para um hospital especializado, onde passaria por uma cirurgia devido a um quadro clínico complexo.
Segundo a nota divulgada pelo hospital, o bebê apresentou uma piora no estado de saúde no dia em que completava um mês de vida e sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica iniciou imediatamente as manobras de reanimação, que se estenderam por cerca de 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Sem resposta aos procedimentos, o óbito foi constatado no fim da tarde.
Após a confirmação da morte, Noah permaneceu por aproximadamente uma hora na UTI Neonatal para os trâmites legais e para que os pais fossem acolhidos pela equipe. Em seguida, o recém-nascido foi encaminhado para outro setor do hospital, onde aguardaria a retirada do corpo pela funerária escolhida pela família.
Foi nesse momento que o caso tomou um rumo inesperado. De acordo com a Santa Casa, uma funcionária da funerária percebeu que o bebê apresentava sinais vitais. Ela alertou imediatamente os profissionais do hospital, que realizaram uma nova avaliação e confirmaram a necessidade de readmitir Noah na UTI Neonatal, onde ele voltou a receber cuidados intensivos.
Assista ao depoimento da mãe:
Na sexta-feira (17), após a liberação da vaga que já aguardava anteriormente, o bebê foi transferido para um hospital de referência em Bauru para dar continuidade ao tratamento.
Em nota oficial, a Santa Casa de Rio Claro afirmou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e ressaltou que não identificou qualquer falha assistencial no atendimento prestado. “O protocolo brasileiro para constatação do óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança”, destacou a instituição. O hospital acrescentou que não há procedimentos a serem revistos com base nas evidências disponíveis no momento em que a morte foi declarada.
Ainda no comunicado, a Santa Casa afirmou que o episódio marcou profundamente a equipe médica e os familiares. “A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária”, diz a nota. A instituição acrescentou que respeita todas as interpretações sobre o ocorrido e destacou que, para muitos profissionais e familiares, o caso é compreendido como “um verdadeiro milagre”.
Leia a nota na íntegra:
“No dia 15 de junho de 2026, logo após o nascimento, o paciente N.G.C.S. deu entrada na UTI Neonatal da Santa Casa de Rio Claro com questões clínicas que exigiam uma cirurgia em unidade hospitalar especializada, fora do município de Rio Claro. A partir daí, passou a receber atendimento na UTI Neonatal enquanto aguardava a transferência cirúrgica.
No dia 15 de julho de 2026, N.G.C.S apresentou uma piora clínica, evoluindo para uma parada cardiores piratória. Imediatamente, foram iniciadas todas as manobras de reanimação cardiopulmonar, conduzidas por aproximadamente 45 minutos, em estrita conformidade com os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. Apesar de todos os esforços da equipe, o paciente evoluiu a óbito no final da tarde.
É importante destacar que a Santa Casa de Rio Claro dispõe de uma UTI Neonatal amplamente equipada e de uma equipe altamente capacitada, incluindo a médica responsável pela reanimação, que possui 14 anos de atuação em Neonatologia. Após a constatação do óbito, N.G.C.S permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal por aproximadamente uma hora, para trâmites legais e acolhimento aos pais. Em seguida, conforme protocolo institucional, foi encaminhado a outro setor, para o aguardo de retirada do corpo pela instituição definida pela família.
Cerca de duas horas após a constatação do óbito, o responsável indicado pela família percebeu a presença de sinais vitais e imediatamente acionou a equipe hospitalar. N.G.C.S foi prontamente reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e recebeu todos os cuidados intensivos necessários. Na manhã do dia 17 de julho, com a disponibilização da vaga que já aguardava previamente para continuidade do tratamento, N.G.C.S foi transferido para o hospital de referência.
A Santa Casa de Rio Claro e todo o corpo clínico da UTI Neonatal declaram ter vivenciado um dos episódios mais inexplicáveis de sua história centenária. Todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos, não havendo qualquer falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto diante das evidências existentes naquele momento. O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança.
Diante disso, a instituição respeita todas as manifestações e interpretações sobre o caso. Para muitos, inclusive entre profissionais e familiares, o que ocorreu é compreendido como um verdadeiro milagre. A Santa Casa reafirma seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que reconhece que este foi um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os que participaram desse momento”.
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