Claudia Raia relembra boatos sobre ser portadora de HIV: “As pessoas tinham medo”

Claudia Raia relembra boatos sobre ser portadora de HIV: “As pessoas tinham medo”


A atriz foi associada à condição após declarar apoio a um candidato à presidência da República, em 1980

A atriz Claudia Raia relembrou os boatos de que seria portadora de HIV (vírus da imunodeficiência humana), causador da Aids. De acordo com a artista, os rumores infundados tiveram um impacto imediato em sua vida pessoal e carreira, como o afastamento do público que a acompanhava nos teatros.

Em participação no podcast “RivoTalks”, a veterana recordou que os boatos sobre o diagnóstico começaram após ela declarar apoio à candidatura de Fernando Collor à presidência da República, no final dos anos 80. À época, o apoio político passou a ser vinculado a um suposto envolvimento romântico com o economista, que foi acusado de ter a doença por aparecer muito magro publicamente.

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Claudia Raia em “Furia”Crédito: Divulgação Netflix

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Claudia Raia em “Terra Nostra”, novela da GloboCrédito: Reprodução

Crédito: Waldemir Barreto - Agência Senado

Ex-senador Fernando CollorCrédito: Waldemir Barreto – Agência Senado

Crédito: Jefferson Rudy - Agência Senado

Ex-presidente Fernando Collor de MelloCrédito: Jefferson Rudy – Agência Senado


O assunto veio à tona após Claudia negar ter arrependimentos em sua vida. “Acho que nada. Nem o apoio ao Collor, que foi uma desgraça na minha vida, em todos os sentidos. Meus teatros ficaram vazios porque inventaram que eu era amante dele, portanto, era HIV positivo. Enfim, uma coisa surreal”, lembrou.

“A história era que não podia falar que ele [Fernando Collor] era HIV positivo porque era presidente. Como estava magro demais, diziam que era devido ao HIV”, relembrou a atriz, destacando a desinformação e o preconceito que cercavam o quadro médico. “Meu teatro ficava vazio porque as pessoas tinham medo de chegar perto das outras e pegar HIV. Não se sabia nada”, contou.

A solução para encerrar os boatos foi ligar para o pai de uma amiga, detentor de uma rede de laboratórios, para realizar um teste. “Eu falei: ‘Pelo amor de Deus, me ajuda porque eu preciso fazer esse exame’”, compartilhou. Os resultados, porém, só saíam depois de cerca de duas semanas: “Ficamos 15 dias sofrendo, eu e a minha família. Uma coisa horrorosa, minhas contas vasculhadas… Tudo de pior”.

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