EUA impõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por suposta falha em fiscalização

EUA impõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros por suposta falha em fiscalização


Medida anunciada pelo governo americano cita combate ao trabalho forçado e se soma a outras sobretaxas já aplicadas às exportações do Brasil

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (23/7) a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em outros países. A medida faz parte de uma ampla investigação comercial conduzida por Washington e também atinge dezenas de outras economias.

A decisão foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que afirma que a falta de fiscalização por parte do governo brasileiro representa uma distorção nas relações comerciais. Segundo o órgão, a nova alíquota busca pressionar parceiros comerciais a reforçarem o controle sobre cadeias de produção e importação consideradas irregulares.

Diferentemente da tarifa de 25% anunciada anteriormente contra produtos brasileiros, que contou com uma lista de exceções para determinados setores, a nova cobrança será aplicada de forma ampla. Na prática, os exportadores brasileiros terão acesso apenas às isenções previstas de maneira geral para todos os países contemplados pela medida, sem benefícios específicos negociados para o Brasil.

O Brasil integra um grupo de 54 países que receberam a tarifa padrão de 12,5%. Outros parceiros comerciais, como Canadá, México, Indonésia, Equador, Paquistão e os países da União Europeia, foram submetidos a uma alíquota menor, de 10%, por já manterem compromissos ou mecanismos de fiscalização reconhecidos pelos Estados Unidos.

Com a nova medida, a carga tarifária sobre parte das exportações brasileiras para o mercado americano aumenta ainda mais. Além da sobretaxa de 12,5%, continuam em vigor outras restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, incluindo tarifas sobre produtos como aço, açúcar e carne bovina, ampliando os desafios para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior.

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