Um inquérito realizado no Reino Unido concluiu a causa da morte do príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdullah bin Abdulaziz bin Jalawi al Saud, aos 29 anos. Ele foi encontrado sem vida no banheiro de seu quarto de hotel, em Londres, em novembro do ano passado.
Um inquérito realizado no Reino Unido concluiu que o príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdullah bin Abdulaziz bin Jalawi al Saud, de 29 anos, morreu após sofrer uma parada cardíaca provocada pela ingestão de álcool e uma combinação de drogas em um hotel de luxo em Londres.
A investigação descartou suicídio e apontou o óbito como um acidente decorrente do consumo de múltiplas substâncias. Exames toxicológicos revelaram que Abdullah apresentava concentração de álcool no sangue de 222 mg por 100 ml, quase três vezes o limite permitido para dirigir na Inglaterra, além de níveis potencialmente fatais de GHB, conhecido como “droga da festa”.
Também foram encontrados vestígios de cannabis, alprazolam – mais conhecido como Xanax – e outros medicamentos ansiolíticos em doses terapêuticas. O laudo indicou que o príncipe não apresentava nenhuma doença aguda ou crônica, mas sofreu uma parada cardíaca em decorrência da combinação de drogas e álcool.
Durante a audiência, foi informado que o príncipe enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool e medicamentos controlados. Em agosto do ano passado, ele chegou a ser internado na clínica Priory, em Roehampton, referência em tratamento para dependência química e saúde mental no Reino Unido, onde passou por desintoxicação de álcool, benzodiazepínicos e pregabalina.

Posteriormente, o integrante da família real da Arábia Saudita continuou o tratamento em outra clínica de reabilitação, a Rainford Hall, em Merseyside, recebendo alta em 14 de outubro.
A psiquiatra Victoria Chamorro afirmou que Abdullah respondia bem aos tratamentos de saúde mental realizados clinicamente e não apresentava riscos. Porém, após deixar a clínica, ele não compareceu às consultas de acompanhamento previstas por videoconferência.
“Ele era solidário e gentil com seus colegas, fazia amigos. Na admissão, foi constatado que ele apresentava sintomas de baixo astral e ansiedade. Quando recebeu alta, considerou-se que ele não apresentava risco de suicídio. Ele recebeu alta acompanhado de um amigo, mas depois faltou às consultas agendadas por Zoom. Apesar disso, não havia motivo para preocupação com ele. Ele se envolveu bem e concluiu o tratamento”, explicou a psiquiatra em comunicado, divulgado pelo Independent.
Conforme os documentos do caso, a assistente do legista, Jean Harkin, disse que não acreditava que Abdullah tivesse a intenção de tirar a própria vida, salientando que os relatórios do Priory e do Rainford Hall indicavam que “não havia preocupações, que ele não havia dito a ninguém que queria tirar a própria vida e que não havia nenhum bilhete em seu quarto”.
Jean acrescentou que também não havia evidências de envolvimento de terceiros, com as câmeras de segurança mostrando claramente que o príncipe estava sozinho na noite anterior à sua morte. Imagens de câmeras de segurança mostraram, de fato, que ele não estava acompanhado por ninguém e saía para fumar um cigarro.

De acordo com o inquérito Abdullah foi encontrado morto no banheiro de seu quarto no Marriott Hotel, em Kensington, oeste de Londres, em 25 de novembro do ano passado. O corpo foi localizado por uma funcionária da limpeza, no chão do banheiro, após o quarto permanecer trancado.
Equipes de emergência foram acionadas, mas não conseguiram reanimá-lo. Uma investigação realizada no Tribunal do Legista de Inner West London apurou que o príncipe havia feito o check-in em 19 de novembro para uma estadia de uma semana.
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