A Justiça tomou uma decisão no processo movido por Justin Baldoni contra o The New York Times após a ação ser rejeitada. A equipe do diretor se manifestou e afirmou que o processo ajudou a tornar públicas as evidências que Baldoni pretendia revelar.
Justin Baldoni terá que desembolsar mais uma quantia em meio à batalha judicial contra Blake Lively. Segundo informações divulgadas pelo TMZ, nesta segunda-feira (27), a produtora do diretor, a Wayfarer Studios, foi condenada a pagar US$ 171.616 (cerca de R$ 954 mil) ao The New York Times após o fracasso da ação movida por ele contra o jornal.
De acordo com os documentos, a decisão foi tomada depois que um juiz rejeitou o processo por difamação apresentado por Baldoni contra o Times. A ação alegava que uma reportagem sobre os bastidores do filme “É Assim Que Acaba” fazia parte de uma campanha para prejudicar a imagem do artista.
Na ocasião, Baldoni e a Wayfarer também processaram Lively e o marido dela, Ryan Reynolds, em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões), além de moverem uma ação de US$ 250 milhões (R$ 1,4 bilhão) contra o jornal.
Segundo o TMZ, após a rejeição do processo, o The New York Times recorreu à lei anti-SLAPP de Nova York, criada para proteger a liberdade de expressão contra ações judiciais consideradas sem fundamento, e pediu o ressarcimento dos honorários advocatícios.

O jornal pediu indenizações compensatórias e punitivas, alegando que a Wayfarer iniciou ou manteve uma ação com o objetivo de “assediar, intimidar, punir ou impedir maliciosamente o livre exercício da liberdade de expressão”.
Uma fonte ligada à produtora afirmou ao veículo que a equipe já esperava os riscos de enfrentar judicialmente o jornal. “A equipe compreendia plenamente os enormes riscos envolvidos em enfrentar o The New York Times por aquilo que agora se provou serem falsidades flagrantes publicadas pela jornalista Megan Twohey”, declarou.
A mesma fonte defendeu que o resultado do caso não invalida os argumentos apresentados pela Wayfarer. “O caso foi perdido por conta do privilégio jornalístico, não pelos fatos. Muito poucas pessoas desafiaram com sucesso o The New York Times na história recente, mas seguir com a ação foi uma das únicas maneiras de levar as provas aos registros públicos, contestar a narrativa completamente falsa promovida por Blake Lively e expor as sérias inconsistências no centro de suas alegações”, afirmou.
Ainda conforme o contato, tornar essas evidências públicas já representou uma vitória para a Wayfarer. “Para a equipe da Wayfarer, colocar essas provas em domínio público foi uma vitória significativa por si só. Isso também mostra o quanto está fora da realidade a tentativa de Lively de exigir milhões da Wayfarer para cobrir honorários advocatícios referentes a apenas uma parte da represália por difamação”, concluiu.

O informante se referiu à outra reviravolta sofrida pelo ator na Justiça. Após ter a ação por difamação de US$ 400 milhões contra Blake rejeitada, um juiz federal também determinou que Baldoni e a Wayfarer deverão arcar com os honorários advocatícios da atriz.
O valor definitivo ainda está sendo discutido no tribunal, mas Blake solicitou pouco mais de US$ 8 milhões (cerca de R$ 44,5 milhões). Recentemente, a defesa do diretor contestou a quantia, classificando o pedido como “excessivo” e solicitando que a Justiça reduza ou rejeite integralmente o reembolso.
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