Mulher dá à luz em Fernando de Noronha, onde partos programados são restringidos desde 2004

Mulher dá à luz em Fernando de Noronha, onde partos programados são restringidos desde 2004


Gestante chegou ao Hospital São Lucas com gravidez de 41 semanas e trabalho de parto avançado

Um nascimento considerado raro mobilizou a equipe de saúde de Fernando de Noronha, arquipélago em Pernambuco, no último domingo (26/7). Uma mulher deu à luz no Hospital São Lucas, única unidade hospitalar do local, apesar de a ilha não realizar partos planejados há mais de duas décadas.

A paciente procurou atendimento relatando dores na região lombar, que se estendiam até a área pélvica. Durante a avaliação inicial, ela teria negado estar grávida. A equipe desconfiou da possibilidade de gestação e solicitou um exame de Beta HCG. O resultado confirmou uma gravidez de 41 semanas. Como a mulher já estava em trabalho de parto avançado, não havia tempo seguro para transportá-la até Recife, onde normalmente são atendidas as gestantes que vivem no arquipélago.

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Crédito: Ana Clara Marinho - Globo

Fernando de Noronha, em PernambucoCrédito: Ana Clara Marinho – Globo

Reprodução: Instagram/@patriciapoeta

Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução: Instagram/@patriciapoeta

Reprodução: Instagram/@carolpeixinho

Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução: Instagram/@carolpeixinho

Reprodução: Instagram/Juliana Paes

Juliana Paes no arquipélago Fernando de Noronha, em PernambucoReprodução: Instagram/Juliana Paes


Mesmo sem uma maternidade estruturada e sem profissionais dedicados exclusivamente à obstetrícia, uma equipe multiprofissional do Hospital São Lucas realizou o atendimento emergencial. Segundo as informações divulgadas pela administração local, a mãe e o recém-nascido permaneceram clinicamente estáveis após o nascimento.

A paciente seria uma moradora temporária de Fernando de Noronha e trabalharia em uma pousada. As autoridades não divulgaram sua identidade nem esclareceram se ela sabia da gestação e decidiu mantê-la em segredo ou se desconhecia a gravidez.

Após o parto, o Grupamento Tático Aéreo foi colocado de sobreaviso para uma possível remoção ao continente. Mãe e bebê deveriam ser encaminhados ao Recife para acompanhamento e realização de procedimentos que não estão disponíveis na ilha, como exames de triagem neonatal.

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