Escolhida ainda criança, a atriz transformou o papel no ponto de partida de uma carreira marcada por novelas de sucesso
Aos 32 anos de idade, Isabelle Drummond voltou a encontrar uma personagem que acompanha sua trajetória desde a infância. A atriz surgiu novamente caracterizada como Emília, da versão dos anos 2000 de “Sítio do Picapau Amarelo”, em imagens produzidas para celebrar a disponibilização da atração no catálogo do Globoplay.
O reencontro aconteceu 25 anos depois de Isabelle estrear como a irreverente boneca de pano. Com vestido colorido, maquiagem marcada e cabelos inspirados no visual da personagem, ela recriou expressões e poses conhecidas pelo público que assistia ao programa nas manhãs da televisão de 2001 a 2007.
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O vídeo mobilizou os admiradores da atriz. Além de destacarem a semelhança entre a Isabelle adulta e a menina que aparecia no programa, muitos seguidores associaram as imagens a lembranças da escola, da casa dos avós e de outros momentos da infância.
A ligação entre atriz e personagem começou em 2001, quando Isabelle tinha apenas sete anos. Ela permaneceu no elenco até 2006, se tornando uma das intérpretes mais lembradas da boneca criada pelo escritor Monteiro Lobato. Registros da Memória Globo confirmam que Tatyane Goulart assumiu o papel na temporada de 2007.
Uma curiosidade é que Isabelle não esperava disputar a personagem com candidatas mais velhas. Ao recordar o processo de seleção em entrevista no “Conversa com Bial”, a artista contou que encontrou somente mulheres adultas no teste. A produção acabou escolhendo uma criança para viver Emília, algo inédito nas adaptações televisivas da obra até aquele momento.
O trabalho exigia muito mais do que decorar falas. Durante seis temporadas, Isabelle precisou conciliar gravações, estudos, ensaios e a rotina própria da infância. A personalidade falante e impulsiva da boneca ajudou a atriz a conquistar o público e fez com que sua interpretação se tornasse uma referência para uma geração.
No entanto, a carreira da atriz havia começado pouco antes do seriado infantil. Ela fez uma pequena participação em “Laços de Família”, em 2000; e apareceu na minissérie “Os Maias”, exibida no ano seguinte. Depois de deixar a atração infantil, Isabelle construiu uma trajetória consistente na teledramaturgia. Em “Caras & Bocas”, de 2009, interpretou Bianca, personagem que popularizou o bordão “é a treva!”. Mais tarde, viveu Cida, uma das protagonistas de “Cheias de Charme”, ao lado de Tais Araújo e Leandra Leal. As três formavam o grupo musical fictício Empreguetes, que se transformou em um fenômeno fora das telas.
Em 2026, Isabelle retornou às novelas depois de sete anos afastada. Em “Coração Acelerado”, passou a interpretar Naiane, uma antagonista da trama sertaneja, ampliando a lista de personagens bastante diferentes da menina espontânea que começou sua história na televisão.






