Os empresários e influenciadores Samara Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na WePink, passaram a ser investigados em um inquérito da Polícia Civil de São Paulo. As autoridades apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro
Os empresários e influenciadores Samara Martins e Thiago Stabile estariam sendo investigados em um inquérito que apura um esquema de lavagem de dinheiro. O casal é sócio de Virginia Fonseca e do chinês Chaopeng Tan na WePink. De acordo com a revista piauí, em uma reportagem, de João Batista Jr. e Alessandra Medina, desta quarta-feira (29), o principal alvo da ação é Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro.
Segundo a publicação, a Polícia Civil de São Paulo passou a investigar Samara e Thiago após uma decisão do delegado Renato Mazagão Junior. O documento determina que os empresários se apresentem à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos para apuração de uma suposta “empreitada criminosa”.
O inquérito busca esclarecer se Karen Mori usou dinheiro do tráfico de drogas para investir em negócios ligados ao setor da beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada. Ainda de acordo com a piauí, Karen afirmou que foi responsável pelo investimento inicial da Pink Lash, empresa que antecedeu a criação da WePink.
Em entrevista à revista, ela contou ter aplicado R$ 800 mil na abertura da primeira unidade da marca, em 2017, com dinheiro obtido da venda de um carro do marido. Ao ser questionada se a empresa nasceu com recursos de uma liderança do PCC, ela respondeu que “sim”: “Eu era uma cliente da Samara [Martins], ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”. De acordo com a publicação, esse relato foi utilizado pelo delegado para fundamentar a inclusão de Samara e Thiago no inquérito.

Na reportagem, Karen afirmou que conheceu Virginia quando a influenciadora passou a frequentar a Pink Lash para fazer publis. “Eu acho que encontrei a Virginia algumas vezes. Em 2020, quando a Virginia se mudou para Goiânia, enviamos uma poltrona rosa de presente. Também pagávamos passagem de avião para a nossa melhor funcionária ir fazer os cílios dela”, recordou. Sobre a criação da WePink, Karen declarou: “A Samara e o Stabile entraram com o marketing, a Virginia, com a divulgação dos produtos através de suas redes sociais, e o chinês, com o dinheiro”. Segundo ela, cada um teria 33,3% de participação na empresa.
Karen afirmou que a relação com os antigos sócios acabou quando a WePink foi lançada e ela teria recebido um ultimato para deixar a Pink Lash. “Eles me falaram assim: ‘Ou você vende a sua parte para a gente ou decretamos falência’. Eu fui usada de escada, me dispensaram quando os chineses apareceram”, declarou.

A piauí ainda destacou que Virginia seria alvo de uma investigação separada conduzida pela Polícia Federal, que apura a legalidade das operações financeiras da influenciadora e de suas empresas, a origem dos recursos movimentados e a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.
A revista afirmou que procurou a defesa do casal, mas não obteve resposta. Já o delegado responsável pelo caso reforçou que não comentaria uma investigação em andamento. Nas redes sociais, Samara Martins e Thiago Stabile continuam compartilhando a rotina normalmente e não se pronunciaram sobre a situação.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques

