Além de vice-presidente da montadora no Brasil, o executivo também atua como Head de Marketing e Comunicação da empresa
Diretamente do evento de apresentação do novo BYD Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel, a repórter Fernanda Siccherolli, do portal LeoDias, conversou com Alexandre Baldy, vice-presidente da BYD Brasil. O executivo celebrou o sucesso dos veículos da montadora chinesa no país e detalhou sua atuação multifacetada dentro da companhia. Isso porque também ocupa o cargo de Head de Marketing e Comunicação da empresa.
No bate-papo, Baldy classificou a operação como um grande desafio e destacou os investimentos realizados pela própria matriz no Brasil, em vez da busca por recursos públicos: “Gerenciar uma empresa desse porte é um desafio. Principalmente porque nós vivemos crises geopolíticas constantemente. São desafios internos no Brasil. Econômicos e de todos os gêneros.”
Veja as fotos
“O meu maior desafio é para que a gente possa continuar convencendo a matriz da BYD a investir no Brasil. Nós não captamos dinheiro em banco no Brasil. Nós não captamos dinheiro em banco público no Brasil. O investimento é o capital da própria BYD. Então, nosso papel é convencer a matriz, na China, de que o Brasil é um país de potencial e de grande prosperidade para o futuro”, acrescentou Baldy.
Os resultados, segundo o vice-presidente, já são expressivos. Atualmente, a montadora conta com mais de 230 concessionárias no país, além da fábrica de Camaçari, na Bahia: “Nós vivemos momentos tão difíceis. Crises entre países, conflitos geopolíticos, guerra em regiões que nos dão dificuldades ainda maiores. E eu sempre convencendo a China de que o Brasil vale a pena investir e acreditar”.
Agora, os planos da marca são ainda mais ambiciosos: “É internamente conduzir esse time para que a gente possa, desde o zero até hoje, conquistar a liderança do mercado varejista automotivo brasileiro”. Parte desse desafio, segundo ele, já foi alcançada: “Carro elétrico e carro híbrido eram indiscutidos. As pessoas não avaliavam. Então, criar dois segmentos dentro do mercado automobilístico, que é tão conservador, tão protecionista e fechado, é legal”.
“É quebrar toda essa resistência, mostrar para as pessoas o ganho que elas têm. Mostrar para as pessoas o ganho que o planeta Terra tem com a sustentabilidade. Carro elétrico, ou dirigido no modo elétrico, é zero emissão de carbono. Carro híbrido, agora flex-fuel, tem etanol e eletricidade, enfim. São muitos os ganhos, além da economia. Antigamente, tinha que escolher entre economia ou performance; nós aliamos os dois”, finalizou Baldy.







