Decisão do Tribunal Regional Eleitoral joga incertezas sobre a candidatura do empresário e influenciador ao Senado; defesa ainda pode recorrer ao TSE
O futuro político de Pablo Marçal (União Brasil) acaba de esbarrar em mais um obstáculo. Nesta quarta-feira (5/8), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) consolidou maioria para manter o empresário e influenciador inelegível até o ano de 2032.
A reviravolta jurídica joga uma nuvem de incertezas sobre a sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de outubro. Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, apesar do balde de água fria e da manutenção da sentença, o jogo ainda não terminou de forma definitiva. A defesa do coach tem o direito de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília, no Distrito Federal.
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Com a decisão do tribunal paulista, o xadrez eleitoral ganha novos contornos, especialmente para os adversários que disputam o eleitorado de direita. De acordo com o levantamento recente do instituto Genial/Quaest, divulgado no fim de julho, Marçal ocupa a terceira posição na corrida por uma cadeira no Senado, marcando 9% das intenções de voto.
O empresário e influenciador aparece na cola das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), nomes ligados à chapa de Fernando Haddad (PT) ao Governo estadual, que lideram com 14% e 12%, respectivamente. A força de Marçal nas pesquisas vinha acendendo o alerta em rivais diretos, como os governistas Guilherme Derrite (8%) e André do Prado (5%).
Apesar da inelegibilidade mantida pelo TRE-SP, especialistas em direito eleitoral avaliam que, se desejar, o empresário e influenciador poderá registrar sua candidatura e concorrer na condição sub judice, levando a campanha adiante enquanto aguarda uma palavra final da Corte Superior.




