A Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante do ator Marco Furlan em prisão preventiva nesta quinta-feira (6). O caso segue sob investigação após o artista ser apontado como suspeito de estuprar uma criança de cinco anos em Pindamonhangaba, no interior paulista.
O ator Marco Furlan teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva após ser apontado como suspeito de estuprar uma criança de cinco anos. Um trecho da audiência de custódia foi divulgado pelo jornalista Paulo Mathias nesta quinta-feira (6). Segundo o jornal O Globo, Furlan poderá ser condenado a uma pena de até 40 anos de prisão.
A decisão da Justiça é que o ator permaneça preso enquanto a Polícia Civil dá sequência às investigações. Durante o procedimento, Furlan exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. No entanto, ele reagiu quando ouviu a promotora descrever a investigação por “estupro de vulnerável”. Em diversos momentos, o ator mexe a cabeça em reprovação, principalmente quando é dito que o crime é de “extrema gravidade” e “equiparado a crime hediondo”.
No primeiro depoimento prestado à polícia, ele havia afirmado que passou mal e confundiu a criança com a própria namorada. Posteriormente, já acompanhado por advogados, declarou que havia ingerido bebida alcoólica durante a festa e que não se lembrava do que havia acontecido.
Assista:
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Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva o flagrante do ator Marco Aurélio Dias Furlan, de 48 anos, investigado por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos, em Pindamonhangaba (SP). A decisão foi tomada durante a audiência de custódia… pic.twitter.com/Y9MZhPRIsy
— O Despertar👽🛸 💫 (@AnnaMonteiroAn1) August 5, 2026
Após a repercussão do caso, campanhas publicitárias estreladas por Furlan começaram a ser retiradas do ar por empresas de diferentes segmentos, incluindo montadoras, fabricantes de celulares, marcas de bebidas, margarina e roupas masculinas.
Caso seja condenado por estupro de vulnerável, ele poderá receber pena de até 40 anos de prisão, caso a Justiça considere configurada a hipótese mais grave prevista no Código Penal. A idade da vítima, sua condição de extrema vulnerabilidade e as lesões apontadas pela perícia poderão ser levadas em consideração na definição da sentença.
Relembre o caso
O flagrante ocorreu em um dos quartos da chácara onde acontecia uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A mãe do menino relatou ter ouvido gritos vindos do cômodo e correu até o local acompanhada por uma amiga.
Conforme o documento, ao acender a luz do quarto, a mãe encontrou Furlan completamente nu sobre a cama ao lado da criança, que também estava sem roupas. Como relatado, o menino gritava de dor e mantinha as mãos na região das nádegas, enquanto dizia: ‘Ai… ai…”. Diante da cena, a mulher ordenou que o ator saísse imediatamente do quarto para socorrer o filho.
Pouco depois, a amiga entrou no cômodo. Ela narrou à polícia que viu o artista sem as calças e segurando a cueca do menino. Antes de chegar ao quarto, ela teria ouvido a criança dizer a frase: “Para… tá doendo”.

O boletim também indicou que Furlan negou ter cometido qualquer abuso no momento do flagra, e se recusava a deixar o quarto. Como dito pela testemunha, ele repetia que “jamais faria aquilo” e alegava que estava apenas “passando pelo local”.
O documento destacou que o fato de Furlan ter sido visto segurando a cueca da criança reforçou os elementos considerados na decisão. Para a delegada responsável pelo caso, os relatos da mãe, da testemunha e dos policiais, somados às circunstâncias encontradas no quarto, apresentaram indícios suficientes para a prisão em flagrante do ator por suspeita de estupro de vulnerável.
O menino, por sua vez, foi encaminhado para fazer exames periciais logo após o ocorrido. O laudo de corpo de delito ainda identificou lesões compatíveis com violência sexual, incluindo penetração anal. O resultado da perícia também fará parte do inquérito policial.
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