Ciclone no RS: ventos de 120 km/h causam destruição e deixam mais de mil desabrigados

Ciclone no RS: ventos de 120 km/h causam destruição e deixam mais de mil desabrigados


Além dos graves danos na infraestrutura, chuvas intensas forçaram 1.150 pessoas a deixarem suas casas; governo federal liberou recursos para cidades afetadas

O Rio Grande do Sul voltou a enfrentar um cenário de destruição com a passagem de um ciclone extratropical aliado a um forte sistema de baixa pressão. Nos últimos dias, os temporais castigaram diversas regiões do estado, com destaque para Porto Alegre e sua Região Metropolitana, onde os ventos atingiram a marca assustadora de 120 km/h, registrada na estação do Aeroporto Salgado Filho.

A força da tempestade deixou marcas profundas na infraestrutura da capital gaúcha. Árvores e postes caídos bloquearam vias, destelhamentos foram registrados em vários bairros e milhares de moradores ficaram no escuro devido à queda de energia. Além disso, os danos paralisaram o funcionamento dos trens da Trensurb, complicando ainda mais a mobilidade urbana.

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Casa destruída no RSReprodução / Globo

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Ciclone causa destruição no RSReprodução / Globo

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Estrutura foi ao chão no RSReprodução / Globo

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Queda de estrutura no RSReprodução / Globo

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Tornado no Rio Grande do SulReprodução / Globo


Para tentar mitigar os riscos e proteger os cidadãos, a Defesa Civil inovou na prevenção e estreou, em larga escala, o sistema de notificação via Cell Broadcast. Moradores de Porto Alegre, Região Metropolitana, Litoral e Vales receberam alertas de emergência diretamente na tela dos celulares antes mesmo de a tempestade tocar o solo.

Impactos pelo estado e alerta vermelho do Inmet

O interior gaúcho não escapou da fúria do clima. Rodovias foram bloqueadas e cidades contabilizaram estragos por conta da chuva de granizo, alagamentos e falta de luz. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) cravou alerta vermelho – grau máximo de grande perigo – para boa parte do território, prevendo um volume de chuva entre 60 mm e 100 mm por dia e ventanias superando os 100 km/h.

O aviso de risco extremo de danos à infraestrutura também se estendeu a áreas de Santa Catarina e do Paraná. O rastro de destruição das chuvas, que castigam o estado desde o final de julho, agravou a crise habitacional. O boletim mais recente da Defesa Civil aponta que 1.150 pessoas precisaram abandonar seus lares.

Desse total, 783 estão desalojadas (abrigadas temporariamente com parentes ou amigos) e 367 estão desabrigadas, dependendo do acolhimento em estruturas públicas. Com a nova onda de tempestades desta semana, a tendência é que o número de ocorrências e de famílias afetadas aumente à medida que as equipes de resgate atualizam os balanços.

Diante do cenário crítico, o governo federal já reconheceu situação de emergência em municípios como Ametista do Sul, Frederico Westphalen, Nova Bassano e Santa Tereza. A medida destrava o acesso a recursos emergenciais para assistência humanitária e reconstrução das áreas devastadas.

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