O caso de Marco Furlan ganhou novos desdobramentos após um laudo do IML sobre a criança de 5 anos envolvida na denúncia. O documento foi divulgado nesta segunda-feira (10) e aponta a ausência de evidências de lesões.
O caso de Marco Furlan, preso em flagrante sob a acusação de estuprar uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ganhou novos desdobramentos. Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado nesta segunda-feira (10), “não há evidências de lesões corporais” na vítima de 5 anos.
No documento obtido pelo portal Metrópoles, o médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida afirma que “não há elementos” de práticas de ato libidinoso no exame do menino.
A avaliação incluiu “lesões de interesse médico legal” na região anal da criança. O documento ainda informa que o IML aguarda resultados de exames complementares, como “pesquisa de espermatozoides”. Conforme o portal, a análise foi feita no dia 4 de agosto, dois dias depois do ocorrido.

Maria Fernanda Mituo, advogada que representa a família da criança, disse ao Metrópoles que, apesar do laudo, “as provas da materialidade são incontestáveis”. Na quinta-feira (6), Mituo afirmou ao portal que a criança está sendo acompanhada por um psicólogo e, até o momento, não apresentou indícios de trauma. “Como ele é uma criança neurodivergente, ele ainda não teve nenhuma crise relacionada a essa questão. É como se ele não entendesse o que aconteceu“, declarou.
A advogada falou ainda que a mãe do menino ficou em estado de “choque” e não possui qualquer tipo de relação com Furlan. “No dia dos fatos, tinham por volta de 10 pessoas na chácara; inclusive, outras crianças que estavam dormindo lá. Era uma festa familiar“, explicou.
Relembre o caso
O flagrante ocorreu na madrugada do dia 2 de agosto, em um dos quartos da chácara onde acontecia uma festa de aniversário na cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. A mãe do menino relatou ter ouvido gritos vindos do cômodo e correu até o local acompanhada por uma amiga.
Conforme o boletim de ocorrência, ao acender a luz do quarto, a mãe encontrou Furlan completamente nu sobre a cama ao lado da criança, que também estava sem roupas. Como relatado, o menino gritava de dor e mantinha as mãos na região das nádegas, enquanto dizia: “Ai… ai…“. Diante da cena, a mulher ordenou que o ator saísse imediatamente do quarto para socorrer o filho.

Pouco depois, a amiga entrou no cômodo. Ela disse à polícia que viu o artista sem as calças e segurando a cueca do menino. Antes de chegar ao quarto, ela teria ouvido a criança dizer a frase: “Para… tá doendo“. O boletim também indicou que Furlan negou ter cometido qualquer abuso no momento do flagra, e se recusava a deixar o quarto. Como dito pela testemunha, ele repetia que “jamais faria aquilo” e alegava que estava apenas “passando pelo local“.
O documento destacou que o fato de Furlan ter sido visto segurando a cueca da criança reforçou os elementos considerados na decisão. Para a delegada responsável pelo caso, os relatos da mãe, da testemunha e dos policiais, somados às circunstâncias no quarto, apresentaram indícios suficientes para a prisão em flagrante do ator por suspeita de estupro de vulnerável.
Prisão preventiva
Na última quinta-feira (6), Furlan teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. A decisão da Justiça é que o ator permaneça preso enquanto a Polícia Civil dá sequência às investigações. Em um trecho da audiência de custódia, divulgado pelo jornalista Paulo Mathias, Furlan exerceu o direito constitucional de ficar em silêncio.
No entanto, ele reagiu quando ouviu a promotora descrever a investigação por “estupro de vulnerável”. Em diversos momentos, o ator mexe a cabeça em reprovação, principalmente quando é dito que o crime é de “extrema gravidade” e “equiparado a crime hediondo”. No primeiro depoimento prestado à polícia, ele havia afirmado que passou mal e confundiu a criança com a própria namorada.
Posteriormente, já acompanhado por advogados, declarou que havia ingerido bebida alcoólica na festa e que não se lembrava do que havia acontecido. Caso seja condenado por estupro de vulnerável, ele poderá receber pena de até 40 anos de prisão. A idade da vítima, sua condição de extrema vulnerabilidade e as lesões apontadas pela perícia poderão ser levadas em consideração na definição da sentença.
Assista ao trecho:
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Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva o flagrante do ator Marco Aurélio Dias Furlan, de 48 anos, investigado por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos, em Pindamonhangaba (SP). A decisão foi tomada durante a audiência de custódia… pic.twitter.com/Y9MZhPRIsy
— O Despertar👽🛸 💫 (@AnnaMonteiroAn1) August 5, 2026
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