Uma testemunha da festa em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, desmentiu a versão do ator Marco Furlan em entrevista ao “Domingo Espetacular”. A mulher afirmou ter ouvido os gritos da criança de 5 anos e relatou o comportamento inadequado de Furlan na festa.
Uma testemunha contradisse a versão apresentada por Marco Furlan, acusado de estuprar uma criança de 5 anos durante uma festa em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, neste domingo (9), a mulher afirmou que ouviu os gritos da criança e declarou que o ator “não estava tão bêbado quanto ele diz que estava”.
A testemunha disse que estava em um quarto próximo ao local onde teria ocorrido o crime. Segundo ela, Furlan havia ido dormir antes dos demais convidados. “Eu fui deitar bem mais cedo do que o restante das pessoas. Quando eu fui deitar, a festa ainda estava rolando, mas eu não consegui dormir”, explicou.
“E aí foi o momento em que eu comecei a ouvir os gritos da criança, os gritos de dor. E no mesmo minuto, não passou nem um segundo, eu já escutei passos de alguém correndo para verificar. Eu levantei também, fui até o local e quando cheguei já encontrei o Marco Aurélio no chão”, relatou.
A mulher, que optou por não revelar a identidade, também afirmou que a condição do artista na ocasião não correspondia ao depoimento dele. “Ele não estava tão bêbado quanto ele diz que estava”, cravou. Após ser preso em flagrante, Furlan teria afirmado à polícia que confundiu a criança com a própria namorada e atribuído o ocorrido ao estado de embriaguez.
A mulher acrescentou que, ao longo da festa, Marco teceu piadas de cunho sexual. “É a famosa pessoa que faz piadas de cunho sexual na brincadeira”, descreveu. A advogada Maria Fernanda Pereira Mituo, que representa a família da vítima, ainda narrou qual teria sido o comportamento do artista no local. “A minha cliente relatou que, depois de um determinado momento, ele agarrava as mulheres [da festa], tentava beijá-las a força”, narrou.

A mãe da criança também prestou depoimento sobre o caso. À polícia, ela relatou ter encontrado Marco sem roupa, ao lado do filho, que estava nas mesmas condições, em uma cama. O ator ainda estaria segurando a cueca do menino.
Ao dominical, a testemunha contou que a mãe continua abalada após o episódio. “Ela está em completo choque ainda. Está tendo que fazer acompanhamento psicológico e a criança também”, detalhou. Maria Fernanda confirmou que a criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), regrediu no tratamento.
“Às vezes, ele tem crise de choro e crises de ansiedade”, informou. Um exame realizado no menino pelo Instituto Médico Legal (IML) não identificou lesões compatíveis com violência sexual. Mesmo assim, após a prisão em flagrante e a realização da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão de Marco Furlan em preventiva.
A reportagem do Domingo Espetacular também trouxe o relato de uma prima de Marco Furlan, que alegou ter sido “agarrada” pelo ator, sem o seu consentimento, quando tinha 14 anos. À época o artista tinha 28. O caso não chegou a ser denunciado.
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