Gabriel, bebê gerado por barriga de aluguel nos EUA, nasceu nesta quarta-feira (13) e está sob os cuidados dos pais biológicos. O caso envolve uma disputa judicial com a barriga de aluguel McKenna West após o diagnóstico de uma cardiopatia congênita.
Os pais biológicos de Gabriel, bebê gerado por uma barriga de aluguel na Califórnia, estão com a guarda da criança depois do nascimento. Ao TMZ, nesta quarta-feira (12), o advogado do casal deu detalhes sobre o caso, que se tornou uma disputa judicial movida pela barriga de aluguel, McKenna West. A enfermeira chegou a solicitar a guarda da criança, com o objetivo de seguir com o tratamento no Texas.
McKenna, que mora no Alasca, havia encontrado com a ação após se recusar a interromper a gestação a pedido dos pais da criança enquanto ela ainda estava gestante. A solicitação foi feita depois que o bebê foi diagnosticado com cardiopatia congênita. O recém-nascido permanece sob os cuidados físicos do casal enquanto recebe atendimento médico.
O advogado Lee Budner afirmou ao veículo que Gabriel nasceu na manhã de ontem (12). Segundo ele, a criança está recebendo cuidados médicos, e os pais têm acompanhado de perto o tratamento. De acordo com a defesa, o casal está seguindo as orientações da equipe médica e colocando a saúde do filho como prioridade neste momento.
“Como se a dor causada pela condição dele não fosse suficiente, eles estão devastados ao ver a tragédia de sua família ser transformada em um espetáculo político pelo gabinete do procurador-geral do Texas e por McKenna West”, declarou Budner.

O advogado também reforçou que os pais pretendem permanecer o máximo de tempo possível ao lado do filho. A intenção, segundo ele, é garantir que Gabriel receba os cuidados médicos de que precisa com urgência.
Entenda o caso
A condição de saúde de Gabriel foi identificada ainda durante a gestação. Após os exames iniciais serem considerados normais, uma ultrassonografia realizada na 20ª semana revelou que o bebê apresentava síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma má-formação em que o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. Embora a condição seja grave, especialistas afirmaram que o recém-nascido poderá ser submetido a cirurgias.
A descoberta da condição deu início à disputa envolvendo a gestação, já que os pais biológicos desejavam interromper a gravidez, enquanto McKenna West decidiu seguir com ela. Mãe solteira de duas crianças, a enfermeira foi contratada pela Worldwide Surrogacy, uma agência de barriga de aluguel sediada em Connecticut para gestar o filho do casal. A decisão de se candidatar ocorreu após West receber o respaldo positivo de uma amiga, além de pensar na renda extra para a família.
O contrato de barriga de aluguel previa uma cláusula que a obrigava a realizar um aborto em caso de anomalias fetais, disposição que ela afirmou ter questionado antes da assinatura. Porém, a agência lhe apresentou o caso como uma situação improvável.

A estadunidense também disse que tentou convencer o casal de que havia possibilidades de tratamento. McKenna chegou a pesquisar centros especializados e encontrou um hospital em Dallas, no Texas, que realiza cirurgias para esse tipo de cardiopatia. “Eu estava morrendo de medo e estresse sobre o que eles iriam escolher. Eu tinha quase certeza de que eles iriam optar pelo aborto, e como eu conseguiria conviver comigo mesma passando por isso?”, indagou ela, em entrevista a Live Action News.
Com todos os documentos médicos apresentados, incluindo as chances positivas para o bebê sobreviver, os pais biológicos oficializaram o pedido para que a gestação fosse interrompida. McKenna afirmou ter recusado a solicitação por motivos morais e passou a buscar apoio jurídico e médico para levar a gravidez adiante.
O impasse evoluiu para uma disputa entre os estados do Alasca e da Califórnia. Os pais biológicos ingressaram com uma ação de US$ 250 mil (R$ 1,2 milhão) contra West, pedindo a devolução dos valores pagos pelo processo de barriga de aluguel e indenizações adicionais. Em contrapartida, a enfermeira entrou com uma ação no Tribunal Superior do Alasca pedindo a guarda exclusiva do bebê para autorizar o tratamento em um hospital do Texas. Saiba mais detalhes, clicando aqui.
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