Ofensiva mira estrangeiros que viajam aos Estados Unidos para ter filhos no país e empresas suspeitas de facilitar fraudes no sistema de imigração
O governo dos Estados Unidos ampliou as ações contra o chamado “turismo de nascimento”, uma prática em que estrangeiros viajam ao país com o objetivo principal de ter filhos em território americano. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, mais de 600 vistos foram revogados recentemente dentro da ofensiva conduzida pela administração de Donald Trump.
A iniciativa ganhou uma força-tarefa específica do Departamento de Estado, com participação do Departamento de Segurança Interna (DHS). O grupo deverá acompanhar possíveis usos irregulares de vistos e investigar redes que, de acordo com o governo americano, lucram ao organizarem esse tipo de viagem.
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Um dos principais alvos são empresas acusadas de orientar clientes a esconder o verdadeiro motivo da entrada nos Estados Unidos. Segundo Rubio, algumas dessas organizações ajudariam gestantes com pedidos de visto, hospedagem e deslocamento, além de supostamente instruírem estrangeiros a prestarem informações falsas e, em alguns casos, produzirem documentos fraudulentos.
Em manifestação divulgada na última quarta-feira (12/8), o secretário afirmou que o Departamento de Estado pretende utilizar os mecanismos disponíveis para interromper a atuação dessas redes e reforçou que a cidadania americana “não está à venda”.
A consequência pode ir além do cancelamento imediato do documento. O governo informou que pessoas que apresentarem informações falsas sobre a finalidade da viagem poderão enfrentar restrições futuras para conseguir novos vistos ou até mesmo para voltar a entrar nos Estados Unidos.
A operação ocorre em meio ao endurecimento da política migratória promovido pelo governo Trump. A administração republicana também vem tentando restringir o alcance da cidadania concedida a pessoas nascidas no território americano.






