Tremor de magnitude 7,4 deixou mais de 3,9 mil feridos. No quinto dia após o desastre, equipes em cidades como Cali já focam na remoção de escombros
Após o violento terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/8), o balanço de vítimas fatais saltou para 281, de acordo com a atualização do governo divulgada na última quinta-feira (13/8). Com 379 pessoas ainda desaparecidas, o tempo virou o principal inimigo das equipes de resgate, e a janela de esperança para encontrar sobreviventes sob as ruínas se estreita a cada hora.
Nas áreas de maior impacto, como Cali, a terceira maior cidade colombiana, a operação já começa a mudar de fase: os esforços de busca e salvamento dão lugar à difícil tarefa de remoção dos escombros. O chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres, David Tamayo, afirmou que, embora a probabilidade de localizar pessoas com vida esteja caindo, a missão das equipes é não parar até encontrarem todos os desaparecidos.
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O tremor, classificado como o mais potente a sacudir o território colombiano nos últimos dez anos, teve seu epicentro na região de Chocó, nas proximidades da costa do Pacífico. O rastro de destruição provocado pelo fenômeno geológico castigou severamente diversos outros estados do país e deixou um saldo impressionante de mais de 3,9 mil feridos.
Atualmente, o Exército atua na linha de frente dos resgates em municípios duramente afetados, como Pereira, Manizales e a já citada Cali. Por conta da escala do desastre, o governo federal decretou estado de desastre nacional válido por 12 meses, medida que abrange 12 departamentos colombianos.



