Tremor superficial atingiu a ilha de Flores na madrugada deste sábado (15/8). Deslizamentos bloqueiam estradas e equipes de resgate buscam soterrados
O leste da Indonésia vive horas de terror neste sábado (15/8) após um terremoto devastador de magnitude 7,7 atingir a região da ilha de Flores. Com o balanço trágico de pelo menos 47 mortos até o momento, número que ameaça subir nas próximas horas, o desastre desencadeou pequenas ondas de tsunami, destruiu centenas de imóveis e forçou a evacuação de milhares de moradores.
De acordo com informações da imprensa local, equipes de emergência agora correm contra o tempo para localizar sobreviventes que podem estar presos sob os escombros. Por outro lado, eles enfrentam estradas bloqueadas, apagões e o pânico provocado por constantes tremores secundários.
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O violento abalo sísmico rasgou a terra ainda de madrugada, por volta das 4h58 no horário local, com um epicentro extremamente superficial, a cerca de 10 km de profundidade. Essa proximidade com a superfície explica a intensidade do impacto, que reduziu a pó pelo menos 157 residências e danificou mais de uma centena de instalações públicas essenciais.
Apenas na localidade de Maumere, 20 óbitos já foram confirmados. Fortes deslizamentos de terra soterraram trechos da rodovia Trans-Flores, cortando a principal artéria de ligação entre as cidades da ilha. O isolamento terrestre, somado às falhas de comunicação e energia elétrica, impede que os socorristas cheguem a vilarejos rurais em Nagekeo e Ende, o que mantém o número real de vítimas incerto.
Tsunami, pânico nos hospitais e 200 réplicas
Imediatamente após o estrondo, um alerta de tsunami disparou o desespero nas áreas costeiras, provocando a fuga de cerca de 2 mil pessoas para pontos mais altos. Ondas de até 1,61 metro chegaram a invadir a costa na região de Riung. O aviso oceânico foi oficialmente desativado poucas horas depois, mas o perigo na terra firme não deu trégua.
O país já contabilizou mais de 230 réplicas, uma delas beirando a magnitude 6, aumentando drasticamente o risco de colapso de prédios que já estavam com as estruturas rachadas. O caos também tomou conta do sistema de saúde indonésio.
Profissionais de medicina precisaram esvaziar alas hospitalares às pressas, retirando pacientes internados para o relento, enquanto lutavam para socorrer as dezenas de novos feridos que não paravam de chegar. Como se o cenário na ilha de Flores não fosse suficientemente tenso, a nação asiática foi surpreendida por um segundo terremoto intenso horas depois.
Desta vez, um tremor que variou entre magnitude 6,4 e 6,9 atingiu a região de Sumatra do Norte. Por sorte, o novo evento sísmico não gerou alertas de maremoto.





