Jaafar Jackson revelou à GQ Middle East que “Michael 2”, sequência da cinebiografia sobre Michael Jackson, deve abordar as acusações de abuso sexual infantil enfrentadas pelo Rei do Pop nos anos 1990 e trazer uma nova perspectiva sobre os acontecimentos.
Após o sucesso de “Michael“, longa que detalhou os primeiros anos da carreira do Rei do Pop, uma sequência está cada vez mais próxima de sair do papel. Em entrevista recente à GQ Middle East, Jaafar Jackson — sobrinho do artista e responsável por interpretá-lo nas telonas — revelou que o segundo filme deve explorar algumas das grandes polêmicas que marcaram a trajetória do astro.
À publicação, Jaafar afirmou que o roteiro deve abordar os ataques midiáticos e as acusações de abuso sexual enfrentadas por Michael Jackson a partir dos anos 1990. Ele ressaltou, no entanto, que não tem muita influência sobre os temas que serão discutidos na produção ou sobre a forma como a história será conduzida. Ainda assim, espera que a sequência ofereça uma visão mais aprofundada sobre o tio e, principalmente, sobre sua perspectiva diante dos acontecimentos.
Jaafar também destacou o desejo de trazer a voz de Michael para o centro da narrativa: “É a história de outra pessoa. É a ideia de outra pessoa sobre o que aconteceu e é, principalmente, conduzida por uma agenda. E esse é realmente o problema que temos enfrentado como família — não ter a voz de Michael sendo ouvida. Acho que isso é muito, muito importante, especialmente nos últimos anos”.

O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria, ultrapassando US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, cerca de R$ 5,14 bilhões na cotação atual. No entanto, a produção retrata apenas a primeira metade da carreira do ícone, encerrando a história na era de “Bad”, lançado em 1987.
A primeira acusação de abuso sexual infantil contra o cantor veio a público em 1993. Em 2005, após mais de uma década de investigação e um julgamento que durou cerca de quatro meses na Califórnia, Michael foi absolvido de todas as 14 acusações criminais, incluindo acusações de abuso sexual infantil. O veredito foi anunciado em 13 de junho daquele ano.

Para Jaafar, dividir a trajetória do Rei do Pop em dois filmes foi importante porque permite explorar com mais profundidade quem era Michael e as circunstâncias que cercaram seus últimos anos.
“Este primeiro filme se concentra em Michael desde suas raízes. Então, você tem uma ideia de quem ele era antes de alcançar todo o sucesso e se tornar o ícone que as pessoas conhecem. Você entende primeiro quem ele era como ser humano, porque, no fim das contas, foi isso que ele foi nos anos 1990 até sua morte. Ele nunca perdeu aquela pureza, aquela vontade de sempre encontrar o que havia de bom nas outras pessoas”, refletiu.

“E, independentemente de tudo o que enfrentou, de como foi tratado e das coisas que disseram sobre ele, ele nunca deixou de tratar as pessoas com gentileza. Nunca deixou de acreditar nas pessoas e de querer encontrar o que havia de bom nelas. Mesmo estando destruído, seu coração continuou o mesmo… Espero que isso seja sentido no segundo filme”, concluiu o ator.
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