Um jingle político, que tece acusações graves ao ex-prefeito de Cocal dos Alves, Osmar Vieira, voltou a viralizar na web. Uma fonte revelou o impacto da música na época em que foi lançada e ainda fez uma confissão. A Justiça tomou uma decisão diante do caso viral.
No domingo (23), viralizou na internet um jingle político que faz acusações sérias ao ex-prefeito de Cocal dos Alves, no Piauí, Osmar Vieira. A música repete melodicamente o apelido “Osmarzinho” ao listar supostas infrações atribuídas a ele e sua família. No entanto, trata-se de uma composição de 10 anos atrás que repercutiu justamente no início da corrida eleitoral de 2026.
O jingle foi produzido durante a disputa pela Prefeitura de Cocal dos Alves, quando Osmar enfrentava Ivan, candidato pelo PDT. À época, carros de som, conhecidos como “paredões”, tocavam a música pelas ruas da cidade.
Com uma mistura de forró e axé, a música usa perguntas e respostas para fazer acusações contra o político e seus familiares. Porém, não há comprovação da veracidade das afirmativas.
“Quem roubou os 19 milhões da educação? Foi a família do Osmarzinho. Quem responde oito processos, inclusive um por morte? Foi o próprio Osmarzinho. Quem pega dinheiro emprestado com o tio e não paga? Foi o próprio Osmarzinho”, diz a letra da canção.
Ouça:
O Osmarzinho gabaritou o CÓDIGO PENAL 😂😂😂 pic.twitter.com/MGEvAZyt0C
— otimistaoficial (@otimistaoficial) August 23, 2026
Apesar dos ataques, Osmar venceu a eleição de 2016 com 51,73% dos votos, contra 48,27% de Ivan. A diferença foi de apenas 151 votos. Ele chegou a ser reeleito em 2020, quando estava filiado ao PT. Embora o jingle tenha voltado a viralizar, o político não é candidato nas eleições deste ano.
Apesar disso, a família dele segue firme na política. O sobrinho Wodson Vieira, eleito pelo mesmo partido em 2024, é o atual prefeito de Cocal dos Alves, enquanto o irmão Rubens Vieira concorre à reeleição como deputado estadual no Piauí, também pelo PT.
Ao jornal Extra, uma fonte que integrou a campanha de Osmar recordou o ocorrido. “Na época, foi muito traumático. Hoje em dia é engraçado, é uma música chiclete, mas só para quem não sabe da história”, admitiu, acrescentando que também deu risadas ao ver a proporção que o jingle teve recentemente.
O contato ainda explicou o impacto que a composição produziu nas eleições de 2016. “A oposição teve que rodar nas mesmas localidades (da cidade) com uma resposta, onde se dizia que aquelas informações eram mentirosas e caluniosas. Teve até um dos carros que rodou com o motorista todo envergonhado, com volume bem baixo. Aí gravaram e o juiz determinou que rodasse de novo, mas em volume máximo”, recordou.
Ao final, a fonte reagiu às acusações feitas contra o comerciante. “Quando jovem, realmente o Osmar se envolveu num acidente em que uma criança faleceu, mas foi acidental e ele prestou socorro”, disse o contato, sugerindo que o jingle tinha a proposta de colocar o político como um forasteiro. “O jingle mistura tudo, para atribuir problemas à família do Osmar. A música cita ainda que ele ficou sem pagar um tio, que roubou o pai para comprar castanhas. Ninguém sabe de onde tiraram isso. É fofoca de político, um queimando o outro”, avaliou.

Osmar reage e consegue ordem na Justiça a seu favor
Conforme o jornal Extra, diante da situação viral, Osmarzinho e seus advogados reagiram e conseguiram na Justiça uma decisão para derrubar as postagens com o jingle. A juíza Elvanice Pereira de Sousa Frota Gomes, da 4ª Vara Cível da Comarca de Teresina, deu 24 horas – a partir da intimação – para que a Meta (responsável pelo Facebook e pelo Instagram) e a Bytedance Brasil (TikTok) tornem indisponíveis os conteúdos.
A magistrada também determinou que seja impedida a reutilização do áudio com o jingle. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 5 mil. A Meta declarou que “não vai se manifestar sobre o caso”.
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