Autor publicou no Instagram um vídeo criado com Inteligência Artificial (IA) para reconstruir o encontro com Antonieta Leitão, portuguesa que conheceu no Rio de Janeiro em 1970
Aguinaldo Silva revelou aos seguidores a história da mulher que inspirou Griselda, protagonista de “Fina Estampa”, exibida originalmente pela Globo de 2011 a 2012. Em um vídeo produzido com Inteligência Artificial (IA) e publicado em seu perfil no Instagram, o autor recriou em imagens o encontro que teve, em 1970, com Antonieta Leitão, uma portuguesa que trabalhava consertando problemas domésticos e acabou permanecendo por décadas em sua memória.
Segundo Aguinaldo, a primeira vez que viu Antonieta foi quando precisou resolver um problema em uma torneira. Ao ouvir uma voz feminina, ele imaginou inicialmente que se tratava da esposa do profissional chamado para o serviço. A surpresa veio ao descobrir que a própria Antonieta era a responsável pelo reparo. “Você sabia que Griselda realmente existiu e consertou minha torneira?”, narrou o autor no vídeo.
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A eficiência de Antonieta também chamou a atenção. De acordo com o relato, um serviço que Aguinaldo acreditava que levaria dias foi resolvido rapidamente. Intrigado com aquela mulher, ele decidiu saber mais sobre sua história.
Foi então que descobriu que Antonieta Pinto Leitão era portuguesa, viúva e mãe de três filhos. Ela criava sozinha dois rapazes e uma menina e trabalhava intensamente para garantir melhores oportunidades para a família. Um dos filhos estudava contabilidade, enquanto a filha se preparava para seguir a carreira de professora.
A lembrança daquela mulher atravessou décadas. Quando Aguinaldo começou a escrever “Fina Estampa”, percebeu que várias características de Antonieta continuavam vivas em sua memória e acabaram sendo incorporadas à construção de Griselda, personagem interpretada por Lilia Cabral.
O vídeo publicado pelo autor ainda traz outro elemento: uma planta que ele recebeu quando se mudou para uma casa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Segundo Aguinaldo, mudas do mesmo exemplar o acompanham há 56 anos em diferentes endereços. Na legenda da publicação, ele explicou que a planta havia sido dada como um presente de sorte e acabou se transformando em um símbolo de continuidade, afeto e memória. Para o autor, tanto Antonieta quanto a planta representam lembranças que continuaram presentes ao longo de sua trajetória.






