George de Sidney, prefeito de Granito, em Pernambuco, foi acusado de violência doméstica pela ex-esposa, Raila Miranda. Ela publicou um vídeo relatando uma suposta agressão dentro de casa. Após a denúncia, o político deixou o PT e se manifestou sobre o caso por meio de nota.
[Alerta! Esse texto possui conteúdo sensível] George de Sidney, prefeito de Granito, em Pernambuco, foi acusado de agressão por sua ex-esposa, Raila Miranda. Nesta segunda-feira (29), ela publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que sofreu uma “agressão física gravíssima” dentro de casa e na frente do filho de sete anos. Após a divulgação do caso, Sidney deixou o Partido dos Trabalhadores e se manifestou por meio de uma nota.
Segundo Raila, o episódio aconteceu há mais de 20 dias, quando ela comunicou ao ex-marido que queria se separar. A ex-primeira-dama afirmou que demorou a tornar a denúncia pública por medo das consequências. “Medo por mim, por meu filho, pela exposição e pelas consequências de denunciar alguém que ocupa uma posição de poder e de influência”, apontou. No vídeo, Raila ainda afirmou que o filho do casal presenciou a situação. Segundo ela, o menino “ouviu e presenciou o desespero de uma mãe que sangrava”.
Raila também acusou o ex-marido de violência emocional e patrimonial. “Além da violência física e emocional, também estou enfrentando aquilo que muitas mulheres enfrentam quando decidem romper: a violência patrimonial, porque a violência ela não termina. Mas hoje esse medo não vai mais me calar, eu estou buscando os meus direitos e deixarei que as autoridades competentes investiguem e responsabilizar quem tiver que ser responsabilizado, porque nada justifica o homem agredir uma mulher”, pontuou.
A mulher também narrou os momentos quando teria ocorrido a agressão e relembrou o que pensou na hora: “Sobreviver, proteger o meu filho e pensar como eu vou sair daqui viva”. Raila também afirmou que o episódio aconteceu após ela comunicar a decisão de terminar o casamento. “Eu só havia tomado uma decisão sobre a minha própria vida, eu não queria mais continuar aquela relação e ele não aceitou e ninguém tem o direito de responder com um fim como uma violência. Hoje eu falo por mim, falo pelo meu filho e por tantas mulheres que ainda vivem em silêncio por medo”, declarou. No registro, ela aparece ensanguentada, com uma série de ferimentos. A perna do filho, e o que seria o choro de uma criança também são gravados.
Assista ao vídeo:
Ex-primeira dama de Granito acusa marido de agressão pic.twitter.com/qBdV8NTwZ7
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) September 1, 2026
George de Sidney, por sua vez, divulgou uma nota na qual não confirma nem nega as acusações. “Os fatos serão tratados exclusivamente pelas vias legais, com a serenidade e a responsabilidade que a situação exige”, afirma um trecho.
Ele também declarou que irá aguardar o andamento das investigações e falou sobre a relação com o filho. “Ciente da minha conduta e dos meus atos, permanecerei comprometido com a verdade e com a Justiça, respondendo a tudo o que for necessário, sempre dentro dos limites da lei e com absoluto respeito às instituições. Da mesma forma, buscarei, pelos meios jurídicos adequados, a preservação e o restabelecimento da convivência com meu filho, resguardando, acima de qualquer conflito entre adultos, o seu melhor interesse”, finalizou.
Leia a íntegra:

Sidney também anunciou sua desfiliação do PT. Em pronunciamento, o partido repudiou “toda e qualquer forma de violência contra as mulheres” e declarou: “Manifestamos nossa solidariedade à vítima diante das denúncias de agressão física e violência patrimonial envolvendo o prefeito de Granito, George de Sidney”.
O PT também defendeu que as acusações sejam investigadas e que Raila e o filho recebam proteção. “Diante da gravidade das acusações, a direção partidária recebeu seu pedido de desfiliação enquanto encaminhava, em regime de urgência, processo ético-disciplinar. São urgentes a apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelos órgãos de Justiça, assim como as medidas necessárias para assegurar a proteção imediata às vítimas, mulher e criança”, concluiu.
Confira o texto completo:

Como denunciar um caso de abuso sexual, estupro e/ou agressão?
No Brasil, o serviço Disque 100 é um número do Governo Federal que dá orientações e registra casos de violação de Direitos Humanos. Funciona diariamente, das 8h às 22h. As mulheres que estejam passando por situação de violência física, psicológica ou sexual, também podem procurar a Central de Atendimento à Mulher, no Disque 180. O telefone funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A denúncia ainda pode ser feita através do formulário disponível em https://ouvidoria.mdh.gov.br.
Vítimas de estupro também podem procurar hospitais para prevenção de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Caso o intuito seja denunciar, é importante buscar uma delegacia especializada em atendimento a mulheres ou a mais próxima do local.
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