O Tribunal do Júri de Porto Seguro, na Bahia, absolveu Felipe Souza Bruno, acusado pela morte do ex-ator mirim João Rebello. Após a decisão judicial, a irmã da vítima se manifestou e lamentou nas redes sociais.
O Tribunal do Júri de Porto Seguro, na Bahia, absolveu Felipe Souza Bruno, conhecido como Zingue, da acusação pelo homicídio do ex-ator mirim João Rebello. A absolvição em júri popular se deu nesta terça-feira (13), quase dois anos após o crime. Ainda é possível recorrer contra a decisão.
De acordo com o Splash UOL, o próprio Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou a absolvição do acusado no julgamento. O promotor Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção apontou falta de provas e ausência de confirmação da autoria do crime.
Apenas os assistentes de acusação pediram a condenação por homicídio qualificado por motivo torpe e pelo recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Os advogados de defesa do réu solicitaram a absolvição com base na negativa de autoria.
Ainda conforme o site, que teve acesso à decisão, os jurados decidiram pela absolvição de Felipe ao votar o quesito sobre a autoria do homicídio. Com a resposta favorável ao réu por maioria dos votos, a votação dos quesitos seguintes acabou encerrada.

A decisão foi anunciada pela juíza Michelle Menezes Quadros Patrício, que seguiu o veredito do Conselho de Sentença e mandou expedir o alvará de soltura para a libertação de Felipe, que acontecerá nesta quarta-feira (14).
Os advogados da família de Rebello podem recorrer em até cinco dias após serem intimados da sentença. O Tribunal de Justiça da Bahia poderá analisar o recurso e determinar um novo júri.
Família se manifesta
Nas redes sociais, Maria Carol Rebello, irmão de João, desabafou sobre a absolvição de Felipe. “Estamos bem, gente. Obrigada pelas mensagens. Estamos cansadas emocionalmente e a saudade é infinita. Nada vai trazer meu irmão de volta. Tudo que a gente sempre quis foi entender o que aconteceu e o que levou a esse engano horroroso. A índole do meu irmão nunca foi questionada, desde o início sempre ficou claro que ele foi assassinado por engano“, declarou.
Ela também questionou quem teria ordenado e executado o crime. “Mas fica o questionamento do que aconteceu, quem mandou fazer e quem fez essa atrocidade. Era essa a resposta que a gente queria… Não existem provas concretas, e a Justiça decidiu assim!“, concluiu.
Veja:

Relembre o caso
O homicídio de João Rebello aconteceu no dia 24 de outubro de 2024 na Praça da Independência, em Trancoso. O ex-ator mirim foi morto a tiros dentro de um carro Pajero TR4 que estava estacionado na praça. Segundo as investigações, a vítima foi morta ao ser confundida com outra pessoa que recebia ameaças por causa da proximidade com policiais.
Felipe Souza Bruno foi preso em Vila Velha, no Espírito Santo, em janeiro de 2025, após uma denúncia anônima. Além dele, dois outros homens foram apontados como suspeitos na investigação policial. Anderson Nascimento Sena teve a punibilidade extinta após morrer em julho de 2025, enquanto Wallace Santos Oliveira não foi levado a júri popular por decisão judicial anterior.
João Rebello era um dos sobrinhos de Jorge Fernando. O diretor, que morreu em 2019, comandou produções como “Guerra dos Sexos”, “A Próxima Vítima” e “Chocolate com Pimenta”. O ex-ator mirim era filho de Maria Rebello, tendo atuado em algumas produções da TV Globo, como “Cambalacho”, “Bebê a Bordo”, “Deus nos Acuda” e “Vamp”.
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