O jogador brasileiro Antony, ponta-direita do Real Betis, teve sua casa invadida e roubada em Sevilha, na Espanha, enquanto disputava uma partida contra o Porto. Nas redes sociais, o atleta desabafou sobre o crime e relatou a sensação de insegurança vivida por sua família após o ocorrido.
Nesta quinta-feira (15), a casa do brasileiro Antony, ponta-direita do Real Betis, foi invadida e roubada. Segundo informações do ge, o crime ocorreu enquanto o jogador representava a equipe espanhola em uma partida da Champions League contra o Porto, vencida pelo Betis por 3 a 2. Durante o confronto, a residência do atleta, em Sevilha, na Espanha, foi vandalizada.
Antony se pronunciou sobre o episódio nas redes sociais e lamentou não apenas a perda material, mas também a sensação de impotência e violação provocada pelo crime.
“Hoje quero compartilhar uma situação muito triste e revoltante. Uma noite que prometia ser brilhante acabou se tornando uma noite de raiva, tristeza e frustração. Minha casa foi invadida. É difícil explicar a sensação de ter sua casa invadida. Saber que tudo o que conquistamos com tanto esforço, trabalho e dedicação foi levado por alguém que não faz ideia das batalhas que travamos para conseguir cada coisa”, começou ele.
“Mas o que mais dói e me deixa mais revoltado não é apenas a perda material. É a sensação de insegurança no lugar onde deveríamos nos sentir mais protegidos. É olhar para minha família e ver nos olhos das pessoas que mais amo o medo e a insegurança que uma situação dessas deixa para trás”, desabafou.

Apesar do ocorrido, Antony destacou o alívio por sua família não ter sido atingida. “Diante de tudo isso, uma coisa ficou ainda mais clara para mim: não existe bem material no mundo que valha mais do que a vida, a paz e o bem-estar da minha família”, pontuou.
Em seguida, o jogador reforçou a disposição de recomeçar após o prejuízo: “Tudo o que perdemos, podemos recuperar. Continuaremos trabalhando; nossos sonhos ainda estão vivos e nosso desejo de seguir em frente permanece intacto. O que realmente importa é poder olhar para minha família e saber que ainda estamos juntos, unidos e fortes o suficiente para superar este momento incrivelmente difícil”.
Por fim, o atleta refletiu sobre a importância dos familiares diante da situação. “A raiva e a sensação de insegurança permanecem. Mas também existe a certeza de que nossa maior riqueza nunca esteve nos bens materiais que tínhamos em casa, mas nas pessoas que a transformam em um verdadeiro lar. Porque, no fim das contas, minha maior conquista nunca foi tudo o que pude comprar, mas a família que tenho ao meu lado. E por eles, eu recomeçaria do zero e reconstruiria tudo quantas vezes fossem necessárias”, concluiu.
Veja a íntegra:

Até o momento, as autoridades espanholas não haviam se manifestado sobre o caso. No entanto, segundo um levantamento do ge, invasões e roubos a residências de jogadores de futebol têm se tornado recorrentes na Europa. Em diversas ocorrências, criminosos aproveitaram a ausência dos atletas, que estavam disputando partidas por seus clubes, para invadir suas casas e roubar objetos de valor.
Entre os jogadores afetados, os brasileiros foram maioria: foram registrados 17 casos envolvendo 16 atletas diferentes. As vítimas atuavam por clubes como Paris Saint-Germain, Barcelona, Real Madrid e Manchester City.
Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias
