Procuradores do Tennessee se manifestaram contra a transferência de Christa Pike para uma ala de baixa segurança após uma execução malsucedida. Autoridades disseram à Justiça que a condenada representa riscos, citando histórico de violência na prisão, conforme relata o New York Post.
Autoridades do Tennessee, nos Estados Unidos, se manifestaram contra o pedido de Christa Pike para ser transferida para uma unidade prisional de baixa segurança após a tentativa malsucedida de execução. Em documentos apresentados à Justiça federal, procuradores estaduais questionaram a solicitação e afirmaram que a condenada não pode escolher onde ficará detida, segundo informações do New York Post.
A manifestação foi uma resposta a uma petição de emergência apresentada pela equipe jurídica de Pike em 30 de outubro. Na ocasião, os advogados pediram que ela fosse retirada do isolamento e transferida para uma ala de baixa segurança, onde pudesse conviver com outras detentas.
Os representantes do estado, porém, argumentaram que a presidiária representa um risco para a segurança da unidade. “Ela acha que sabe mais do que seus profissionais de saúde e das autoridades sobre como atender às suas necessidades médicas, mantendo-a segura”, afirmaram nos documentos.

Os procuradores também citaram o histórico de Pike dentro da prisão para justificar a oposição ao pedido. “Ela já tentou assassinar outra detenta e foi punida por uma tentativa de fuga. Portanto, não pode escolher a dedo onde ficará alojada”, escreveram.
Segundo eles, detentas de segurança máxima não poderiam circular livremente por uma unidade que compararam com uma “casa de repouso”.
A defesa, por sua vez, afirma que Pike perdeu os privilégios de socializar e permanecer perto de outras mulheres após a tentativa de execução. No pedido protocolado em 30 de outubro, os advogados também relataram que ela ainda enfrenta queimaduras graves, danos nos nervos e ferimentos dolorosos decorrentes do procedimento.

Condenação de Christa Pike
Christa Pike foi condenada pelo assassinato brutal de Colleen Slemmer, sua colega de faculdade, ocorrido em 1995. Em 30 de setembro, ela sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal. De acordo com o relato apresentado, após reclamar de uma dor no braço, Pike perdeu a consciência e só voltou a acordar dias depois, já na unidade de terapia intensiva (UTI).
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