Novos detalhes sobre a tentativa de execução de Christa Pike foram revelados. Ao Daily Mail, o jornalista William Puckett afirmou que a condenada riu de forma estridente e até cantou enquanto recebia as injeções letais.
O jornalista William Puckett afirmou ao Daily Mail que Christa Pike riu de forma estridente e até cantou enquanto recebia duas doses de uma injeção letal. A mulher foi condenada à morte no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, mas o procedimento falhou, o que fez com que ela fosse encaminhada a um hospital. Pike estava no corredor da morte desde 1995.
Apresentador e repórter sênior da emissora WVLT, Puckett foi uma das poucas pessoas da imprensa a presenciar a tentativa de execução de Pike, na quarta-feira (30), na sala de observação da Penitenciária de Segurança Máxima Riverbend.
De acordo com Puckett, a detenta, de 50 anos, se mostrou consciente e se contorceu na maca após a primeira dose, injetada por volta das 19h27. Ele contou que Pike começou a cantar, com voz aguda, repetidamente uma meditação budista tradicional: “Seja gentil e bondoso consigo mesmo e que você esteja em paz“. De forma repentina, a mulher então soltou uma “risada alegre”.
Enquanto as testemunhas observavam Pike se contorcer, os funcionários colocaram uma pedra em uma parte visível da sala, por volta das 19h41, para sinalizar que a dose havia sido totalmente administrada. A detenta chegou a conversar com seu conselheiro espiritual, o professor budista Mikey Noechel, que acompanhava a execução, às 19h44.

Dois minutos depois, às 19h46, uma cortina desceu sobre a janela de observação, o que normalmente indica que o procedimento foi concluído. No entanto, as testemunhas ouviram roncos vindos da sala de Pike. Conforme Puckett, era um “ronco alto, vindo do fundo das cavidades nasais“, como um idoso dormindo. “Parecia que ela estava tendo o melhor sono de sua vida“, disse.
Após três minutos, a cortina se abriu novamente e os funcionários deram a segunda dose a Pike. Quatro minutos depois, o corpo dela teve um espasmo “brusco”, resultando em uma “respiração ofegante e profunda” da detenta. A pedra foi colocada novamente às 20h01, e a cortina desceu pela segunda vez às 20h05. O ronco, porém, persistiu por mais 50 minutos, apontou Puckett.
William ainda relatou que todos se mostraram confusos diante do alvoroço dos médicos e advogados, que entravam e saiam da sala de execução. Conforme o jornalista, foi possível ouvir toda a movimentação de trás da cortina. A imprensa só foi retirada do local por volta das 20h53, quando Pike roncava e demonstrava ainda estar viva.
Tori Gessner, repórter da WKRN, também acompanhou a tentativa de execução e disse que a condenada reclamou de ardência nos braços. “Meu braço parece que vai explodir. Isso acontece assim?“, teria questionado. Já Catherine Sweeney, da WPLN, descreveu que Pike “levantou a cabeça e, em certo momento, estava olhando ao redor“. “Nada daquilo era normal“, definiu.
Estado de saúde
Diante das tentativas falhas, Pike deixou a penitenciária em uma ambulância e foi levada para um hospital. Segundo a defesa, ela recebeu atendimento, mas permanece em estado crítico. “Christa está gravemente doente, mas não em coma, pelo que entendi“, declarou o advogado ao TMZ, acrescentando que ela segue desacordada e incapaz de se comunicar.
Em um comunicado enviado ao site, o advogado aproveitou para destacar que o mandado de execução de Pike expirou à meia-noite de quarta-feira (30). Por esse motivo, ele acredita que o Supremo Tribunal do Tennessee deverá entrar com outro pedido e marcar uma nova data antes de tentar executá-la novamente.
Christa foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Na época, ela tinha 18 anos. O crime ganhou repercussão devido a um pentagrama gravado no corpo da vítima e a outros elementos associados a cultos satânicos. Caso a execução tivesse sido concluída, Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.
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