O Ministério Público pediu a condenação de quatro homens acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, no Rio. Presos desde março, os réus negam o crime e afirmam que as relações foram consensuais. A Justiça dará a sentença após as alegações finais das defesas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça a condenação dos quatro homens acusados de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo informações divulgadas pelo g1 e pela GloboNews nesta sexta-feira (25), o processo está em sua fase final, e a sentença será definida depois que as defesas apresentarem suas alegações finais.
Vitor Hugo Simonin, João Gabriel Bertho, Matheus Veríssimo Martins e Bruno Allegretti estão presos desde março. Os quatro negam a acusação e sustentam que as relações foram consensuais. Um quinto envolvido no caso, que tinha 17 anos, teve a internação por seis meses determinada pela Justiça em abril. De acordo com a sentença citada pelo g1, ele foi responsável por convidar a adolescente e os amigos para o apartamento.
A GloboNews teve acesso aos depoimentos dos quatro réus. Durante o interrogatório, Vitor Hugo afirmou se sentir “completamente injustiçado e constrangido” e alegou que tudo teria ocorrido de forma consensual. “Todo momento ela falou, ela ditou o rumo da relação”, declarou.
João Gabriel também afirmou que a jovem não demonstrou incômodo. “Todo momento ela estava tranquila”, disse. Matheus declarou que a adolescente “saiu normalmente” e que em nenhum momento teria reclamado. Já Bruno levantou a hipótese de que ela pudesse ter se arrependido posteriormente ou imaginado que estava sendo filmada. Questionado, afirmou que ninguém fez gravações.

Segundo a investigação, a adolescente havia ido ao imóvel a convite de um rapaz com quem já tinha se relacionado. Em seu depoimento, ela afirmou que não consentiu em manter relações sexuais com o grupo e relatou ter sido violentada e agredida com tapas, socos e chutes. Um laudo de exame de corpo de delito citado na investigação apontou lesões compatíveis com violência física, incluindo ferimentos na região genital e equimoses – manchas roxas – nas regiões dorsal e glúteas.
Durante os interrogatórios, o juiz apresentou aos réus fotografias das lesões encontradas no corpo da adolescente e perguntou se eles haviam percebido os ferimentos enquanto estavam no quarto. Os quatro disseram não ter visto as marcas e alegaram que o ambiente estava escuro.
Nas alegações finais, a promotora responsável pelo caso afirmou que houve tentativas de desacreditar a adolescente durante as audiências. Para o Ministério Público, a jovem teria sido tratada pelo grupo como “objeto de satisfação sexual”. A acusação sustenta ainda que a violência denunciada teria ultrapassado a violação da liberdade sexual e representado uma relação de domínio sobre o corpo da vítima.
A avó da adolescente, que atua como assistente de acusação, também criticou a estratégia das defesas e a classificou como revitimizadora. Agora, após a apresentação das alegações finais dos quatro acusados, caberá à Justiça decidir pela condenação ou absolvição dos réus.
Assista aos depoimentos:
Vídeo mostra depoimentos de réus acusados de est*pr* coletivo no RJ pic.twitter.com/pPr5YZeIly
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) September 26, 2026
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