Kim Kardashian e Paris Hilton voltaram a virar assunto após um jornalista relatar que a socialite desmarcou 17 vezes um depoimento para a biografia da empresária. A versão, contudo, foi contestada por uma fonte próxima a Paris.
Kim Kardashian e Paris Hilton voltaram a chamar atenção em meio à divulgação da biografia da empresária. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, nesta sexta-feira (23), o jornalista Jonathan Van Meter, responsável pela obra, revelou que a socialite não quis participar do projeto, provocando uma reação inesperada de Kim. No entanto, uma fonte próxima a Paris contestou a versão e afirmou ao TMZ que não há motivo para acreditar que as duas estejam brigadas.
O episódio veio à tona durante a divulgação de “Citizen Kim”, livro que será lançado no dia 27 de outubro nos Estados Unidos e reúne os bastidores da trajetória pessoal e profissional da Kardashian. Segundo Van Meter, a situação envolvendo Kim e Paris acabou se tornando mais interessante do que o próprio conteúdo que ele pretendia obter com a entrevista.
De acordo com o jornalista, Hilton teria cancelado 17 vezes uma entrevista prevista para a biografia, ao longo de aproximadamente quatro meses. Ele explicou que precisou entrar em contato com a equipe da socialite para tentar viabilizar o encontro. “Já no final do processo, eu disse à Kim que deveria falar com ela. Kim verificou e disse que Paris concordou, mas que eu precisava falar com a assessora de imprensa dela. Isso era incomum: com todos os outros, Kim simplesmente mandava uma mensagem. Enviei perguntas, entrei em contato com a assistente de Paris e, então, a entrevista foi cancelada 17 vezes ao longo de cerca de quatro meses”, recordou ele.
O autor acrescentou que, depois de tantas tentativas frustradas, passou a considerar os cancelamentos mais interessantes do que as declarações que Hilton poderia dar. Ele também contou que a empresária reagiu de maneira intensa ao saber o que havia acontecido. “Kim ficou furiosa quando contei para ela. Parece que isso reacendeu alguma antiga irritação entre elas. A criação se voltando contra o criador”, avaliou.

De acordo com o Page Six, o impasse entre as duas é do início dos anos 2000 e foi motivado por causa de ciúmes, do crescimento da fama de Kim — que começou como assistente e organizadora de closets de Paris — e de comentários ácidos na mídia.
A versão, porém, foi contestada por uma fonte próxima a Hilton ouvida pelo TMZ. Segundo a pessoa, uma antiga assistente da empresa da socialite era responsável por organizar a entrevista, mas o compromisso acabou se perdendo em meio à agenda atribulada dela.
A fonte afirmou que Paris tem diversos projetos simultâneos e viaja com frequência, o que dificulta a organização de compromissos. O contato também garantiu que Kim “não está brava” e acrescentou que as duas continuam envolvidas em projetos uma da outra.
Bastidores de “Citizen Kim”
A biografia autorizada foi escrita ao longo de cinco anos. Para desenvolver o livro, Van Meter acompanhou a rotina de Kim Kardashian, visitou suas casas, esteve presente em ensaios fotográficos e conversou com familiares, amigos e pessoas que fizeram parte de diferentes fases de sua vida.
A relação entre autor e biografada também teve seus momentos delicados. Segundo o jornalista, a única condição estabelecida antes do início do trabalho foi que Kim pudesse ler o manuscrito para checar as informações. “A única pré-condição era que Kim pudesse ler o livro para checagem de fatos”, contou ao The Hollywood Reporter. Ele destacou que não recebeu restrições sobre quem poderia entrevistar ou quais assuntos poderia abordar.

Quando chegou a hora de revisar o material, Kim levou o processo a sério. “Ela fez a lição de casa. Passou por ele página por página”, relatou Van Meter, lembrando que a empresária apontava informações que considerava incorretas e questionava determinadas passagens. Em seguida, os dois conversaram por telefone e por videoconferência sobre os trechos que a incomodavam.
O jornalista também contou que a empresária questionou passagens sobre seu pai, Robert Kardashian, e considerou inadequado o tom utilizado em alguns trechos. “Ela ficava dizendo: ‘Tem um tom’”, narrou. Ao reler o texto, ele concordou com a avaliação: “Estava um pouco sarcástico”.
Kim ainda considerou que o conteúdo sobre a famosa fita íntima envolvendo Ray J se estendia demais e demonstrou desconforto com os trechos sobre seu primeiro casamento, com Damon Thomas. Apesar das ressalvas, Van Meter afirmou que a empresária acabou aceitando o material que havia questionado. O autor fez apenas dois cortes a pedido dela, pois as frases poderiam comprometer sua segurança.
Porém, nem todas as reações da Kardashian durante a leitura foram negativas. Conforme Van Meter, ela chorou ao ler capítulos sobre sua infância, por reconhecer a própria experiência na narrativa. “Ela disse que aquilo a fez dar um pouco de compreensão àquela menina”, contou, ao se referir à versão de Kim aos 13 anos.
Por que Kanye West ficou de fora da biografia?
O autor ainda explicou por que decidiu não entrevistar Kanye West, ex-marido de Kim Kardashian e figura importante em sua trajetória. Inicialmente, a empresária acreditava que o rapper conversaria com ele. No entanto, Van Meter mudou de ideia diante dos recentes comportamentos da voz de “Stronger”.
“Não achei que seria ético entrevistar alguém no meio de uma crise de saúde mental”, justificou. O jornalista explicou que uma experiência profissional anterior o fez refletir sobre os limites éticos de entrevistar uma pessoa em uma situação de vulnerabilidade. “Prometi a mim mesmo que nunca deixaria isso acontecer novamente”, cravou.

Por outro lado, Van Meter admitiu que West poderia prejudicar a obra. “Quando ele mergulhou no antissemitismo, pensei que isso poderia arruinar o livro”, relatou. Para o jornalista, a decisão acabou mantendo o foco na história da empresária. “Kim conseguiu se separar disso e, de certa forma, a ausência dele manteve o foco na história dela”, concluiu.
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