A Polícia Civil identificou oito suspeitos de integrar o grupo que agrediu e roubou o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Dois deles já foram apreendidos pelas autoridades.
A Polícia Civil identificou oito suspeitos de integrar o grupo que agrediu e roubou o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Nesta quarta-feira (28), de acordo com a corporação, dois adolescentes foram apreendidos por envolvimento no crime.
Sabe-se até o momento que dois dos suspeitos têm 18 e 19 anos, enquanto os outros seis são adolescentes: dois de 17 anos, três de 16, e um de 14. O caso, configurado como latrocínio (roubo seguido de morte), é investigado pelo 4ºDP de Santos, em conjunto com o 3ºDP e a 3ª Deic-Homicídios.
Conforme uma apuração da TV Tribuna, afiliada da Globo, um dos jovens de 17 anos é lutador de boxe e teria dado um soco que fez o engenheiro cair no chão. Já o menor de idade se apresentou no 3º Distrito Policial (DP), onde foi ouvido e apreendido, informou a emissora.
A PC apresentou medidas cautelares contra os identificados e, até ontem, dois dos suspeitos foram apreendidos. Os nomes dos adolescentes e adultos não foram divulgados. Também não há informações sobre os paradeiros dos outros seis suspeitos. Apesar disso, os mandados de prisão e internação provisória já foram expedidos.

A SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que o celular e outros pertences da vítima foram roubados após as agressões. Segundo a polícia, o grupo também subtraiu itens de outras pessoas na mesma madrugada em que agrediu e roubou Marcelo. Essas circunstâncias estão sendo investigadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
A SSP-SP esclareceu que as autoridades trabalham com a análise de imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais, além de depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada agressor. “O trabalho foi reforçado pelo NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital), órgão de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), para identificar os autores em coordenação com auxílio de empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais”, explicou a entidade.
Agressão contra o engenheiro
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24). Por volta das 3h, ele se afastou do evento para ir ao banheiro, quando foi abordado e agredido por ao menos sete suspeitos, que gravaram o crime.
Ao g1, os amigos admitiram ter estranhado a demora de Marcelo e começaram a procurá-lo. Conforme os relatos, o engenheiro foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. O local fica nos arredores do Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista).
Crime foi registrado por câmeras e pelos próprios suspeitos em live
[Atenção! Imagens fortes!] Veja:
Grupo fez live abordando engenheiro em Santos https://t.co/MPQrUQFoP0
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) October 27, 2026
Vídeo mostra engenheiro sendo agredido e roubado por grupo após ato pró-Lula no litoral de SP https://t.co/rUey2UBoP2 https://t.co/X05nLDp9LZ
— g1 (@g1) October 26, 2026
Marcelo chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e internado na Santa Casa de Santos. Ele teve a morte cerebral confirmada pela família na segunda-feira (26), após ser transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Em nota, a Unifesp lamentou a morte do engenheiro e repudiou a violência contra o estudante. A instituição afirmou que acompanha o caso desde que tomou conhecimento da agressão e prestou seu apoio à família. “A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos”, disse.
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