Rato assado em bolo: a Polícia Civil concluiu que o animal foi assado junto com a massa de um bolo vendido em Porto Alegre e descartou que tenha sido colocado de propósito no produto. Dois estabelecimentos da Casa de Bolos foram interditados após fiscalização, e a proprietária de uma das unidades foi solta após audiência de custódia.
O rato morto encontrado dentro de um bolo por um cliente de um estabelecimento em Porto Alegre foi assado junto com a massa, conforme a Polícia Civil. As autoridades chegaram a essa conclusão com base no estado em que o corpo do animal foi encontrado. Em entrevista ao programa Gaúcha Mais, nesta quinta-feira (15), a delegada responsável pelo caso também afastou a possibilidade de que o roedor tenha sido colocado de propósito no produto.
“Como o rato estava todo encoberto, a gente acredita que ele estava dentro do forno e, quando foi assar o bolo, acabou tentando fugir, algo do tipo, e caiu dentro da forma, sendo assado junto com esse bolo”, afirmou a delegada Milena Simioli, da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor (Decon).
Veja o trecho da entrevista
O bolo foi adquirido na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, na zona sul da capital gaúcha. A compra virou caso de polícia quando o cliente denunciou à Polícia Civil que havia encontrado um rato na massa e já tinha consumido algumas fatias antes de perceber a presença do animal. Pouco depois, as autoridades interditaram dois estabelecimentos e determinaram a prisão da proprietária de uma das unidades.
Conforme o GZH, a conclusão da polícia diverge de uma das hipóteses levantadas pela defesa da dona da loja de bolos, Amanda Borges Lopes Schenk, 41 anos. Em nota, os advogados afirmaram que o caso será examinado por uma auditoria interna e mencionaram que um dos pontos a ser esclarecido é se haveria a “eventual possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário insatisfeito”.
Entenda o caso
A Polícia Civil recebeu a denúncia de um cliente de uma unidade da Casa de Bolos. Pouco depois, agentes da Decon iniciaram uma fiscalização com o apoio da Vigilância Sanitária e da 13ª Delegacia de Polícia da Capital. As equipes estiveram em estabelecimentos da mesma empresa localizados na Zona Sul e no Centro de Porto Alegre.
Durante as inspeções, os agentes encontraram outros problemas, como fezes e urina de roedores em diferentes pontos do imóvel, além de produtos com o prazo de validade vencido. As autoridades também identificaram condições de higiene consideradas inadequadas para a produção e comercialização de alimentos.
Os dois estabelecimentos fiscalizados foram interditados e a proprietária de uma das unidades, identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, foi presa em flagrante nesta quarta-feira (14), por suspeita de crime contra a relação de consumo. Nesta quinta-feira (15), ela foi solta após passar por audiência de custódia.

A soltura foi confirmada pela delegada titular da Decon. Segundo Simioli, a proprietária do estabelecimento foi colocada em liberdade provisória sob condição de adequar os estabelecimentos às normas sanitárias. Ela deve responder ao caso na Justiça em liberdade.
Em nota, a Casa de Bolos se manifestou e lamentou o caso. A rede reforçou que “considera inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores”. Por fim, a empresa afirmou que, embora as unidades sejam operadas por franqueados independentes, todas devem seguir as diretrizes e os padrões operacionais e sanitários estabelecidos pela direção.
“A franqueadora acompanha o caso junto às autoridades competentes e ao departamento jurídico, além de conduzir uma apuração interna para esclarecer os fatos e adotar as medidas contratuais cabíveis”, concluiu a Casa de Bolos.
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