O príncipe Harry revelou que costuma conversar com uma foto da mãe, a princesa Diana, morta em 1997. Na masterclass “Redefining Grief”, o duque de Sussex falou sobre a conexão que mantém com o retrato, contou que pede conselhos à mãe e refletiu sobre como aprendeu a lidar com o luto.
A ligação entre Harry e Diana continua, mesmo anos após a morte da princesa. Em sua nova masterclass “Redefining Grief” (“Resignificando o Luto”, em tradução livre), o príncipe contou que tem o costume de conversar com uma foto da mãe e pedir conselhos. Ele ainda afirmou que sempre faz uma pergunta específica ao retrato.
O registro foi feito pelo fotógrafo francês Patrick Demarchelier e publicado em uma edição especial da Harper’s Bazaar em dezembro de 1995. “Consigo estabelecer contato visual com ela, e há um toque de malícia no sorriso dela… Sinto-me muito conectado a ela”, contou Harry.
Ele também revelou o questionamento que costuma fazer à mãe: “Às vezes, me pego olhando para ela e pensando: ‘O que será que ela está pensando sobre o que estou fazendo agora?’”. O duque de Sussex ainda disse que observa a foto “para ver se a expressão facial muda”, o que não acontece.

Harry, que tinha 12 anos quando Diana morreu, contou que levou anos para conseguir lidar com a perda. “Apesar de ter fotografias no meu quarto na escola, lembro claramente de não pensar na minha mãe, porque pensar em algo tão triste nunca a traria de volta”, explicou. O príncipe ainda afirmou que permaneceu “emocionalmente anestesiado” e chegou a se sentir culpado pela possibilidade de voltar a ser feliz. “Senti que precisava ficar triste e emocionalmente insensível para provar a ela que sentia saudades”, admitiu.
Com o tempo, Harry passou a acreditar que Diana gostaria de vê-lo feliz, o que foi “uma grande mudança de mentalidade“. “Isso me libertou e me deu uma perspectiva de vida completamente diferente”, afirmou.
Ele também contou que pensa na mãe “praticamente todas as noites e na maioria das manhãs” e disse que usa suas memórias nos momentos mais difíceis. “Muita coisa aconteceu na minha vida nos últimos seis anos, e ela apareceu em momentos em que fazia todo o sentido que ela aparecesse. Às vezes, isso me faz rir alto porque é como se eu pensasse: isso não é coincidência. Não existe outra explicação possível senão você”, concluiu.

Lady Di morreu em 1997 em um acidente de carro em Paris. Seu motorista, que estava sob efeito de álcool e medicamentos, tentava fugir de um grupo de paparazzi quando bateu em um pilar a 100 km/h. Além da princesa, Henri Paul, que estava ao volante, e Dodi Al-Fayed, parceiro de Diana, também morreram.
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