Sean “Diddy” Combs enfrenta uma nova disputa judicial nos EUA após seus advogados pedirem autorização para deixar sua defesa em um processo de difamação. A ação envolve Courtney Burgess, Ariel Mitchell e a Nexstar Media Inc., responsável pelo NewsNation.
A defesa de Sean “Diddy” Combs entrou com um pedido na Justiça dos EUA para deixar de representar o rapper em um processo de difamação que atualmente envolve uma indenização de US$ 100 milhões (cerca de R$ 515 milhões). De acordo com o Page Six, nesta quarta-feira (16), a ação é movida contra Courtney Burgess, Ariel Mitchell e a Nexstar Media Inc., empresa responsável pelo canal NewsNation.
Nos documentos judiciais, o advogado Michael Tremonte, sócio do escritório Sher Tremonte LLP, alegou que Diddy deixou de pagar uma parte significativa dos honorários, custos e despesas relacionados à sua defesa.
Tremonte afirmou que o artista está “substancialmente inadimplente com o pagamento dos honorários legais do escritório há mais de seis meses”. O especialista apontou ainda que, durante todo esse período, a equipe continuou prestando serviços jurídicos ao rapper sem receber os valores referentes ao saldo acumulado.
“Por muitos meses, enquanto o Sher Tremonte vem prestando serviços jurídicos, o Sr. Combs não efetuou nenhum pagamento referente ao saldo substancial de honorários advocatícios, custos e despesas acumulados durante a representação dele pelo Sher Tremonte neste caso”, diz um trecho do processo.

Além da questão financeira, o advogado alegou que a relação profissional entre a equipe jurídica e Diddy também teria sido prejudicada pela falta de comunicação e cooperação: “Tornou-se excessivamente difícil devido à falta de cooperação e comunicação do Sr. Combs, resultando em uma ruptura na relação entre advogado e cliente (…) O Sr. Combs se recusou a se colocar à disposição para comunicações oportunas, substanciais e diretas sobre seus casos por mais de quatro meses”.
Diante disso, Tremonte solicitou que o tribunal autorizasse o escritório a deixar a defesa de Combs. O rapper, por sua vez, apresentou outra justificativa para a saída dos advogados. Em uma declaração enviada ao site, por meio de um porta-voz, Diddy declarou: “Tomei a decisão de trocar de advogados porque não vou permitir que ninguém se aproveite de mim cobrando valores excessivos e acumulando contas que nunca foram aprovadas”.
“Isso é estritamente uma questão comercial, e qualquer conversa sobre honorários não pagos é apenas parte da nossa disputa em relação a essas cobranças não aprovadas”, argumentou o magnata do rap, por fim.
Tremonte, por sua vez, rebateu a declaração de Combs e manteve as acusações apresentadas nos documentos judiciais. “A equipe jurídica está deixando de representá-lo porque ele não pagou suas faturas vencidas há muito tempo e se tornou pouco cooperativo. Qualquer sugestão de que cobramos valores excessivos é simplesmente falsa”, garantiu o defensor.

Processo conduzido pela advocacia Sher Tremonte LLP
A disputa judicial começou em janeiro de 2025, quando Combs entrou com uma ação de difamação de US$ 50 milhões (R$ 257 milhões) contra o empresário musical Courtney Burgess, a advogada dele, Ariel Mitchell, e a Nexstar Media Inc.
No processo, o rapper acusou Burgess de inventar “mentiras” sobre ele e, conforme os documentos, Mitchell teria endossado as declarações, que posteriormente foram transmitidas pelo NewsNation.
As acusações ganharam repercussão no segundo semestre de 2024, quando Burgess, após depor perante um júri, participou de um programa da emissora. Na ocasião, ele reforçou que possuía quase uma dúzia de pen drives com supostas gravações de sexo envolvendo o cantor. Segundo o empresário, os vídeos teriam a participação de famosos, tanto homens quanto mulheres, além de alguns menores de idade.

Na queixa apresentada por Diddy, a defesa disse que Burgess teria divulgado informações falsas sobre o artista e repetido as acusações a diferentes pessoas e veículos de comunicação. “Afirmou falsamente que possuía vídeos do Sr. Combs envolvido em agressões sexuais contra celebridades e menores de idade. Burgess repetiu essa falsa alegação muitas vezes para qualquer pessoa que estivesse disposta a ouvi-lo, incluindo repórteres de grandes veículos de comunicação (incluindo o NewsNation, que imprudentemente repetiu e amplificou suas mentiras como se fossem verdadeiras)”, descreveu o texto.
O processo também sustentou que Mitchell tinha conhecimento de que as declarações feitas por seu cliente não eram verdadeiras. A defesa de Diddy afirmou que a advogada sabia que as “alegações de seu cliente eram falsas ou, no mínimo, foi totalmente imprudente ao ignorá-las”. Posteriormente, o rapper alterou a ação e passou a pedir outros US$ 50 milhões em indenização, elevando o valor total do processo para US$ 100 milhões.
Condenação de Sean “Diddy” Combs
O processo de difamação ocorre enquanto Sean Combs cumpre pena. Em julho de 2025, o cantor foi considerado inocente de duas acusações de tráfico sexual por meio de força, fraude ou coerção e também de conspiração para participar de organização criminosa. Apesar disso, ele foi condenado por duas acusações de transporte de pessoas para fins de prostituição.
Diddy recebeu uma sentença de 50 meses de prisão e foi transferido do Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York, para Fort Dix. A previsão é de que ele deixe a prisão no dia 5 de fevereiro de 2028.
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