O pai do youtuber mirim Mike revelou, nesta terça (16), que a criança gastou US$ 118 mil (R$ 607 mil) do seu cartão corporativo em anúncios para o canal de Minecraft. O pai contou como soube da dívida e anunciou a medida tomada.
O youtuber mirim Mike, de 9 anos, teria gastado US$ 118 mil (R$ 607 mil) em anúncios para promover seu canal de Minecraft no YouTube. Segundo o pai do garoto, David Sarkisyan, a criança utilizou um cartão corporativo que estava salvo no celular e só parou de fazer as compras depois que ele foi chamado para uma reunião na empresa.
O caso veio à tona nesta terça-feira (16), quando David publicou um vídeo de 14 minutos no canal “Mighty Mike Plays” anunciando o encerramento do perfil. A gravação, intitulada “Mensagem do Pai… Mighty Mike Plays acabou”, ultrapassou 420 mil visualizações em apenas um dia.
No vídeo, David contou que foi ele quem ajudou o filho a criar o canal e a gravar os primeiros vídeos, quando Mike tinha 8 anos. A ideia surgiu depois que o menino passou a acompanhar conteúdos de outros criadores jogando Minecraft e Roblox. “O primeiro vídeo teve, tipo, cinco visualizações. Não aconteceu nada, não ganhou tração, mas ele adorou. Todo dia ele pedia para gravar outro”, relatou o pai.
Em seguida, David explicou que também passou a gostar da rotina ao lado do filho: “Para ser honesto, eu também adorei poder sentar do lado dele, ver ele jogar e ficar genuinamente animado”.

Prejuízo de R$ 600 mil
Conforme David, a situação começou quando ele permitiu que Mike comprasse Robux, a moeda virtual utilizada no Roblox, usando seu cartão de crédito. Algumas semanas depois, o pai decidiu investir US$ 20 em anúncios no YouTube para tentar aumentar a divulgação dos vídeos, depois de perceber que o baixo número de visualizações estava deixando o filho frustrado.
O problema é que o cartão utilizado nas compras era o mesmo cadastrado por David para campanhas de marketing digital da empresa onde trabalha. Como o cartão permaneceu salvo no aparelho, ele ficou disponível para novas compras feitas por meio dos aplicativos. “Eu não pensei nem por um segundo que, ao salvar o cartão da minha empresa, ficaria disponível toda vez que ele abrisse algum aplicativo”, admitiu David.
O pai afirmou que não responsabiliza o filho pelo episódio e disse considerar que cabia a ele estabelecer limites para o uso do cartão e dos dispositivos.
Pai descobriu o valor durante reunião
David só percebeu a dimensão do problema quando foi chamado para conversar com representantes da empresa. De acordo com ele, a reunião contou com integrantes de diferentes setores e uma planilha com os gastos realizados nas semanas anteriores. “Não era só meu chefe. Havia pessoas do corporativo, do financeiro, um notebook aberto. Eles me mostraram uma tabela com todos os gastos com anúncios nas últimas três semanas”, contou.
Na sequência, os responsáveis pela reunião teriam questionado diretamente o funcionário sobre a origem das despesas. “Eles me perguntam com bastante calma, o que foi ainda pior: ‘Ei, pode explicar os US$ 118 mil que foram gastos nessa conta?’”, relatou.
David disse que ainda não sabe quais serão as consequências profissionais do episódio. Como informado, o caso chegou a níveis superiores da empresa e existe a possibilidade de que ele tenha de arcar pessoalmente com parte ou com todo o valor.
“Não é uma história engraçada que deu certo no final. Pelo menos, ainda não. Há chances reais de eu precisar pagar do meu próprio bolso, e não somos uma família com todo esse dinheiro guardado. Então, estou esperando para descobrir se ainda tenho um emprego”, declarou ele.
Canal de Minecraft foi encerrado
Diante do episódio, David decidiu encerrar o “Mighty Mike Plays”. O pai salientou que pretende estabelecer novas restrições para o filho e limitar o acesso dele aos aparelhos eletrônicos da família.
Apesar da dimensão do prejuízo, o responsável pelo menor garantiu que a família pretende enfrentar a situação em conjunto. “Vou ser sincero, por um minuto, tive alguns pensamentos malucos. Mas ele é nosso filho, nós o amamos, vamos lidar com isso juntos”, concluiu.
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