A CBF definiu, nesta quarta-feira (8), os primeiros passos para a reconstrução da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti após a eliminação no Mundial. O planejamento para o novo ciclo terá início em uma janela estendida de amistosos internacionais programada pela Fifa.
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou o fim de um ciclo dentro da Seleção, mas os planos para o futuro já começaram a ser colocados em prática. Segundo informações divulgadas pelo UOL nesta quarta-feira (8), a CBF pretende iniciar a reconstrução da equipe nas próximas semanas, quando Carlo Ancelotti voltará a concentrar esforços no projeto que mira o Mundial de 2030.
A reapresentação do departamento de futebol masculino está prevista para o começo de agosto. A partir daí, comissão técnica e dirigentes vão preparar a primeira Super Data Fifa, que servirá como ponto de partida para a nova fase da Seleção.
A Super Data Fifa é o período reservado no calendário internacional em que os clubes são obrigados a liberar seus jogadores para defenderem suas respectivas seleções. Criado pela Fifa em 2002, esse intervalo serve para que as seleções disputem competições oficiais (como Eliminatórias da Copa, Eurocopa ou Copa América) ou amistosos.
A principal novidade será justamente em novo padrão adotado para este período. A Fifa terá um formato diferente para o segundo semestre, reunindo em uma única janela de 15 dias, entre 21 de setembro e 6 de outubro, o período destinado às seleções nacionais. Com isso, Ancelotti terá mais tempo para trabalhar com o elenco e poderá comandar três amistosos durante a concentração.
Os dois primeiros compromissos já estão definidos. O Brasil enfrentará a Austrália em 25 de setembro, na cidade de Townsville, e voltará a medir forças com os australianos quatro dias depois, em Brisbane. A CBF ainda negocia um outro adversário para fechar a programação. A convocação deve ser anunciada na segunda semana de setembro.
Nos bastidores, a orientação é evitar uma reformulação imediata. Ainda de acordo com o UOL, a avaliação é que não há necessidade de promover uma ruptura no elenco logo após o Mundial. A ideia é ampliar a observação de jogadores ao longo dos próximos meses e inserir novos nomes de forma gradual.

Até o momento, a única mudança confirmada na comissão técnica envolve Davide Ancelotti. O auxiliar deixará a Seleção para assumir o comando do Lille, da França. Carlo, por sua vez, permanecerá à frente do projeto e deve participar das primeiras etapas do planejamento mesmo antes de retornar integralmente ao trabalho presencial.
A estratégia também conta com o apoio do coordenador de seleções, Rodrigo Caetano. Internamente, existe o entendimento de que o calendário até 2030 oferece tempo suficiente para testar atletas, consolidar uma nova base e corrigir falhas sem recorrer a decisões tomadas no calor da eliminação.
Depois da concentração de setembro, a Seleção voltará a se reunir em novembro para uma nova sequência de amistosos. A imprensa de Singapura informou que o país aparece como um dos possíveis palcos desses jogos, embora a CBF ainda não tenha oficializado os confrontos.
Outra definição que ainda depende da Fifa é o formato das próximas Eliminatórias Sul-Americanas. Como Argentina, Paraguai e Uruguai sediarão partidas da abertura da Copa de 2030 e já têm classificação garantida, a entidade ainda estuda como ficará a disputa pelas vagas restantes.
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