Dois suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump tiveram as prisões revogadas pela Justiça após o avanço das investigações. Um deles falou pela primeira vez após deixar a cadeia.
Dois suspeitos que haviam sido presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, foram soltos nesta quarta-feira (8). De acordo com a EPTV, a Justiça revogou as prisões de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins após uma investigação inicial. Em conversa com a emissora, João se disse aliviado com a decisão e descreveu o período em que ficou na cadeia.
João e Gabriel estavam presos desde o dia 20 de junho, mas a Polícia Civil concluiu que não tinha elementos para indiciá-los. Logo após deixar a prisão, João falou sobre o período em que permaneceu detido.
“É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, sinto-me grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo”, declarou.
João trabalhava na parte inferior da ponte, sendo responsável por retirar os equipamentos dos participantes após os saltos. Depois da queda de Maria Eduarda, ele foi até a vítima para verificar se havia sinais vitais e acionou o resgate. Inicialmente, ele chegou a ser preso sob suspeita de ocultar provas, devido ao desaparecimento da câmera que a jovem utilizava durante a atividade. No entanto, a polícia descartou essa hipótese. “Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado. Graças a Deus, tudo se solucionou”, concluiu.
Assista:
Morte em rope jump – Solto nesta quarta-feira (8) após 18 dias preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, lançada sem cordas durante um salto de rope jump, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva classificou a situação que passou como “aterrorizante” e disse… pic.twitter.com/tpAIBKjGN4
— g1 (@g1) July 9, 2026
Gabriel Barros Martins também teve a prisão revogada após os investigadores concluírem que não houve participação, intencional ou não, na morte da jovem. Conforme a apuração, sua função era acompanhar a descida dos participantes após o salto, além de preparar os equipamentos para a próxima utilização. Inicialmente, havia suspeitas de que ele teria fugido do local após o acidente. Em nota, a defesa criticou a rapidez da prisão e a demora para a soltura, classificando a medida como “desproporcional”.

Outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público e continuam presas: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves respondem por homicídio com dolo eventual qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima; Evelyne dos Santos Gonçalves foi denunciada por homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria e fraude processual.
Relembre o caso
Maria Eduarda participava de um evento de “rope jump” na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. O grupo organizava saltos de aproximadamente 40 metros de altura, cobrando R$ 180 por participante. Cerca de cem pessoas participaram da atividade no dia 13 de junho, quando ocorreu a tragédia. A vítima escolheu a modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante é lançado pelos próprios instrutores, ao invés de saltar sozinho.
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