A Fifa abriu uma investigação para analisar uma faixa com mensagem política exibida por jogadores da Argentina durante a comemoração da classificação para a final da Copa do Mundo, após a vitória contra a Inglaterra. A entidade avalia possível violação das regras da competição.
Nesta quinta-feira (16), a Fifa informou que abriu uma investigação para analisar a exibição de uma faixa com mensagem política envolvendo as Ilhas Malvinas durante a comemoração da Argentina após a classificação para a final da Copa do Mundo. A manifestação aconteceu depois da vitória sobre a Inglaterra, por 2 a 1, disputada ontem (15).
Depois do duelo, alguns jogadores argentinos foram vistos carregando uma bandeira com a frase: “As Malvinas são argentinas”. A atitude pode ser considerada uma violação das regras da entidade, que proíbe manifestações políticas dentro de campo, incluindo o uso de bandeiras, roupas ou acessórios.
Ao UOL, a Fifa não informou qual medida poderá ser tomada contra a equipe argentina caso seja constatada alguma infração. “Como é procedimento padrão, o Comitê Disciplinar independente da Fifa está atualmente analisando os relatórios da partida e considerando as circunstâncias relevantes antes de decidir sobre eventuais medidas adicionais, com base no Código Disciplinar da Fifa”, diz a nota.
Veja a frase
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo foi marcada por uma provocação à Inglaterra dentro do gramado. Depois da vitória por 2 a 1, de virada, na semifinal disputada em Atlanta, jogadores da seleção argentina comemoraram exibindo uma faixa com a frase “As… pic.twitter.com/DCikiNsrwA
— PELEJA (@PELEJA) July 15, 2026
Após a repercussão, representantes do Reino Unido também se manifestaram. O secretário de Negócios e Comércio, Peter Kyle, classificou a faixa como “totalmente inadequada”. “Acho que [uma investigação] certamente vai acontecer, porque foi uma violação tão flagrante das regras que proíbem atividades políticas no futebol”, disse ele ao programa BBC Breakfast.
As Ilhas Malvinas, também chamadas de Falkland pelos britânicos, ficam no sul do Oceano Atlântico, a cerca de 550 quilômetros do litoral argentino. O arquipélago é formado por duas ilhas principais, Gran Malvina e Soledad, além de aproximadamente 200 ilhotas.
A disputa pelo território levou Argentina e Grã-Bretanha a uma guerra em 1982. Os britânicos venceram o conflito, que terminou com quase mil mortos, e passaram a administrar a região. Desde então, a Argentina mantém a reivindicação pela soberania das ilhas.

Manifestações políticas no campeonato
Durante esta edição do Mundial, a Fifa também adotou medidas contra outras manifestações políticas. Um dos exemplos foi o caso da seleção do Haiti, que precisou alterar seu uniforme depois que a entidade vetou homenagens à Batalha de Vertières, de 1803, que marcou a independência do país.
A situação relembra um episódio ocorrido em 2014, quando a Associação de Futebol Argentina (AFA) foi punida pela Fifa após uma manifestação envolvendo a mesma frase. Na ocasião, jogadores da seleção posaram para fotos ao lado de uma faixa com os dizeres “As Malvinas são argentinas” antes de um amistoso contra a Eslovênia, às vésperas da Copa do Mundo. Como consequência, a entidade recebeu uma advertência oficial e uma multa de 33 mil dólares.
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