Repórter mostra que o bom jornalismo pode ser humano, simples e afetuoso

Repórter mostra que o bom jornalismo pode ser humano, simples e afetuoso


São dois lados bem diferentes da mesma profissão: um marcado pelo desrespeito; o outro, pela sensibilidade

O jornalismo vive de escolhas. E, às vezes, em um intervalo de poucas horas, elas revelam os seus extremos.

De um lado, a demissão de um narrador esportivo que precisou responder pelas ofensas dirigidas a uma companheira de trabalho. Um episódio que expõe a falta de respeito e de profissionalismo, valores incompatíveis com quem trabalha para informar e comunicar.

De outro, a cena da repórter Bianka Carvalho, da TV Globo, que, diante de uma menina de apenas oito anos, recém-órfã da mãe, não conseguiu conter a emoção ao ouvi-la pedir proteção a Nossa Senhora. Um momento de humanidade que não diminui o jornalismo; ao contrário, o engrandece.

São dois lados bem diferentes da mesma profissão. Um marcado pelo desrespeito. O outro, pela sensibilidade, pela empatia e pelo compromisso com as pessoas.

Felizmente, ainda existe o bom jornalismo. E é nele que vale a pena acreditar.

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