Resgate de novelas antigas no Globoplay mantém viva a memória da TV brasileira

Resgate de novelas antigas no Globoplay mantém viva a memória da TV brasileira


Chegada de “Paraíso”, de 1982, ao Globoplay mostra como o resgate de grandes novelas beneficia público e emissoras

A chegada de “Paraíso”, em sua versão original de 1982, ao catálogo do Globoplay, na próxima segunda-feira (20), representa mais um acerto do Projeto Resgate, iniciativa que, aos poucos, vem devolvendo ao público produções fundamentais da história da televisão brasileira. Em um momento em que o consumo sob demanda domina o mercado, preservar esse patrimônio audiovisual deixou de ser apenas uma questão de nostalgia para se tornar também uma estratégia de valorização de catálogo.

As novelas da Globo ajudaram a construir a identidade da televisão nacional ao longo de décadas. Rever esses títulos permite que novas gerações conheçam obras que marcaram época e oferece aos antigos espectadores a oportunidade de reencontrar personagens, autores, diretores e atores que ajudaram a consolidar a força da dramaturgia brasileira.

A inclusão de “Paraíso”, escrita por Benedito Ruy Barbosa, reforça justamente esse compromisso. Trata-se de uma novela lembrada pela combinação entre romance, religiosidade e costumes do interior do país, características que transformaram a obra em um dos títulos mais representativos de seu autor.

O exemplo também serve para o restante do mercado. Record e Band possuem acervos importantes, com novelas e programas que permanecem praticamente inacessíveis ao público. O SBT começou a caminhar nessa direção por meio de seu streaming, mas ainda de forma bastante tímida diante da riqueza de sua própria história.

É sempre bom lembrar que preservar a memória da televisão também é investir no futuro. Ao recuperar títulos históricos, as emissoras fortalecem suas marcas, valorizam seus artistas e oferecem ao público um catálogo que vai muito além das novidades. O Projeto Resgate mostra que existe espaço — e interesse — para que esse passado continue vivo.

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