“Temos que questionar”, diz advogado de tia indiciada após evitar sequestro de bebê

“Temos que questionar”, diz advogado de tia indiciada após evitar sequestro de bebê


Titular da defesa de Daniela Beatriz, Carlos Eduardo questionou o indiciamento de sua cliente por calúnia e difamação contra a maternidade

Em entrevista ao jornalista do Portal LeoDias, Ronaldo Mota, o advogado titular da defesa de Daniela Beatriz, tia que impediu o sequestro de uma recém-nascida no Piauí no começo do mês, Carlos Eduardo criticou a decisão da Polícia Civil do Piauí de indiciar sua cliente. A decisão, tomada na última sexta-feira (19/07), indiciou a mulher por calúnia e difamação após acusar a maternidade de tentar encobrir o crime cometido pela profissional de enfermagem, Auricélia Rocha, presa pelo crime.

Segundo Carlos Eduardo, Daniela Beatriz diz que a primeira coisa que temeu foi ser presa, uma vez que é mãe de uma criança autista, que ficaria sozinho. O advogado também questionou a decisão pois sua cliente mesmo saindo de um status de “heroína” por impedir o sequestro para indiciada.

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Daniela Beatriz e Ronaldo MotaFoto: Portal LeoDias

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Advogado de Daniela Beatriz, tia da menina que quase foi sequestrada em TeresinaReprodução: Portal LeoDias

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Daniela Beatriz com a sobrinhaCrédito: Reprodução Globo

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Daniela Beatriz, que impediu sequestro da sobrinha recém-nascidaCrédito: Reprodução Instagram/@beatrizdaniela605

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Daniela Beatriz concedeu entrevista ao portal LeoDias para mais detalhes sobre o caso envolvendo a sobrinhaReprodução: Portal LeoDias

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Daniela BeatrizFoto: Portal LeoDias


“Entender isso (o indiciamento) foi a maior complexidade, não só pela questão jurídica como por toda a sociedade brasileira. Tivemos acesso ao inquérito policial que relata que uma enfermeira que mentiu para ela lá na maternidade dizendo que a Auricélia não trabalhava na maternidade, sendo que ela trabalhava”, descreveu o advogado.

Segundo o que diz a defesa da profissional de enfermagem presa, Auricélia Rocha, a mesma chegou a ser internada por “transtorno psicótico agudo polimorfo com sintomas esquizofrênicos e que apresenta comprometimento da compreensão sobre os fatos”. Ainda segundo a defesa, a mulher faz uso de medicamentos psiquiátricos.

Segundo a polícia, a Maternidade Dona Evangelina Rosa, local onde a tentavida de crime foi cometida, não sabia das intenções da mulher e não tentou encobertar o crime. Com isso, Daniela Beatriz acabou indiciada por calúnia e difamação contra a unidade de saúde.

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