Uma jogadora de futsal foi suspensa por 5 anos após dar chutes na cabeça de uma adversária durante o Campeonato Municipal de Futsal Feminino de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. A Polícia Civil também investiga por lesão corporal a agressora, identificada apenas como Lara.
O caso aconteceu na quarta-feira (22), no Ginásio Joaquim Gregório, durante a partida entre o Projeto RDJ Sport Feminino e o time As Resenhas. Júlia, adversária de Lara, atuava pelo Projeto RDJ Sport Feminino.
O lance ocorreu no início do segundo tempo, quando o time de Júlia vencia a partida por 1 a 0. Durante uma disputa de bola, ela sofreu uma falta de Lara e caiu na quadra. Lara se irritou e deu dois chutes na cabeça da adversária. Outra atleta do RDJ tentou proteger Júlia, mas também foi atingida pela agressora com um soco no rosto.
Após a agressão, árbitros, comissão técnica e outras jogadoras entraram em quadra para acalmar a situação. O jogo foi encerrado logo em seguida. Júlia sentou no chão e foi amparada por companheiras e membros da comissão técnica. A cena lamentável foi registrada e circula pelas redes sociais.
Assista ao vídeo [Atenção! Imagens fortes!]:
📰 Estreia do futsal feminino no Ceará termina com agressões e punição
Jogadora atingiu adversárias com socos e chutes. De acordo com a Prefeitura de Eusébio, ela foi afastada das atividades esportivashttps://t.co/QWuOcwqvri pic.twitter.com/IXEmasyu9x
— Correio Braziliense (@correio) July 25, 2026
De acordo com a Prefeitura de Eusébio, Júlia recebeu suporte da equipe da Secretaria de Esporte e Juventude, foi encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e passa bem. Em nota, o órgão informou que “repudia veementemente a violência e qualquer tipo de prática antidesportiva”. “Estamos garantindo investimentos e um calendário regular para o esporte amador, porque acreditamos na força transformadora do esporte em nossa sociedade“, declarou.
A presidente do RDJ Sport, Radija Nascimento, informou na rede social do time que Júlia recebeu alta e está se recuperando em casa. Assim como, a atleta “BK”, que levou o soco. “É uma situação muito lamentável e que jamais gostaríamos de presenciar dentro de uma quadra esportiva. […] O Projeto RDJ Sport continuará adotando todas as medidas cabíveis para que fatos como esse não se repitam e para que nossas atletas tenham a segurança e o respeito que merecem“, afirmou.
Punição e investigação
A agressora foi punida pela Liga Desportiva de Eusébio com uma suspensão de 5 anos das atividades esportivas da cidade. Além disso, o time As Resenhas foi eliminado da competição. “As medidas adotadas pela Comissão Disciplinar refletem o compromisso da Liga com a aplicação do regulamento, a preservação da ordem nas competições e o fortalecimento de uma cultura esportiva baseada no respeito, na ética e no fair play. […] Violência não faz parte do esporte, respeito é a nossa maior vitória“, disse a entidade.
A Polícia Civil do Ceará também investiga o caso. Autoridades da 3ª Seccional da Região Metropolitana e o Núcleo de Inteligência confirmaram que um Boletim de Ocorrência de lesão corporal foi registrado contra Lara. “Na ocasião, a vítima foi encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico. Um Boletim de Ocorrência foi registrado e a Polícia Civil realiza oitivas e diligências para esclarecer os fatos. As investigações seguem em andamento“, observaram.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) também divulgou uma nota repudiando as agressões durante a partida. “Os atos de violência, que culminaram em agressões físicas contra duas atletas dentro de quadra, afrontam os princípios do esporte, da convivência respeitosa e da integridade física das competidoras, exigindo uma resposta firme das instituições responsáveis pela proteção da ordem jurídica e da segurança nos eventos esportivos“, salientou.
Ainda segundo o MP, as investigações conduzidas pela polícia são acompanhadas por meio do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE). “O Ministério Público acompanha de perto as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Ceará e apura as circunstâncias do caso e a eventual responsabilidade criminal da agressora, adotando as providências cabíveis para assegurar a devida responsabilização“, completou.
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